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sábado, 31 de outubro de 2009

Sobre a nuvem

"Não podia entender, não entendia nada, era como se os pensamentos lhe viessem envoltos em nuvem, uma nuvem de tristeza, desânimo e aniquilamento. Sua vida não estava certa. Esses amigos com quem você anda não servem - a mãe dissera. E assim eram todos - escritores sem livros, poetas sem versos, pintores sem quadros, arraia miúda da arte que vicejava ao seu lado, tirando-lhe o que lhe restava de melhor - entusiamo, idealismo, mocidade". Fernando Sabino - O Encontro Marcado






O que é que toca?


O que desentoca seu pensamento


te joga pra fora,


Te deixa em estado de suspensão?


Quando você pinta, o que é que você vê?


Quando você escreve, quer ouvir o quê?


Quando você canta, quer dizer o quê?


o que é que te faz ver a vida em camera lenta?


Quem é o seu alento na solidão?


Que arte te inunda na contramão


Te pega no contra pé, descontrução.


Vida que é vida é palavra gasta


exprimida lavada torcida


sofrida.


Eu só queria uma alma bendita


que dissesse que esse encontro não demora


Que da minha parte já estou cuidando


Soprei a nuvem para longe


já não é mais vida que vai me levando...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

a PARADA é o seguinte!

Pois é, o dia D está chegando, e muita gente se pergunta:

Pra onde que eu fujo?
Quando é próxima festa?
Festa? onde?

kkkkkkk

Mas a parada do Orgulho LGBT não pode ser só motivos de festas ou piadinhas infames. Pode ser também, um momento de reflexão né minha gente?

Então vamos lá, uma programação cabeça:

A véspera da 14ª Parada do Orgulho LGBT vai sacudir o Parque das Ruínas. O Grupo Arco-Íris preparou uma mega programação cultural que vai desde às 11h às 20h do dia 31/10. O encontro entre comunidade e lideranças do Movimento LGBT promete gerar bastante discussão da atual situação da homofobia e política do país. Destaque também para a exposição fotográfica “Nossa história, nossa força, nossa voz: 14 anos de Parada do Orgulho LGBT-Rio” e a Mostra de Filmes Metáforas da Diversidade.




Confira a programação abaixo:


31 DE OUTUBRO - SÁBADO
11h30 – Abertura da exposição fotográfica: “Nossa história, nossa força, nossa voz: 14 anos de Parada do Orgulho LGBT-Rio”
Com apresentação da cantora drag paulista Renata Perón, performances teatrais e de dança, dos alunos da escola de artes cênicas da UNIRIO e um delicioso brunch para os presentes.
Realização: Laboratório Arco-Íris de Criação

Entrada franca.

(Visitação até 15 de novembro de 2009, de terça a domingo, das 08h às 20h)
13h30 – 15h00 - Ciclo Arco-Íris Pensando a Cidadania LGBT
“Mapa da Homofobia no Brasil e Políticas Públicas LGBT”.
Flávio Jorge Rodrigues da Silva – Fundação Perseu Abramo

Cláudio Nascimento – Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da SEASDH, coordena a implantação do Programa Rio Sem Homofobia

Coordenador: Almir França – Vice Presidente do Grupo Arco-Íris
15h00 – 17h00 – Ciclo Arco-Íris Pensando a Cidadania LGBT
“Panorama do Movimento LGBT no Brasil”
Toni Reis – presidente da ABGLT;

Irina Bacci – Instituto de Famílias Alternativas e Coletivo de Lésbicas Feministas de São Paulo.

Keila Simpson – ex-presidente da ANTRA e presidente ATRASBA/BA

Carlos Magno – Panorama na Região Sudeste

Clovis Arantes - Panorama na Região Centro-Oeste

Edson João da Silva - Panorama na Região Nordeste

Sebastião Diniz - Panorama na Região Norte

Rafaely Wiest – Panorama na Região Sul

Coordenação: Gilza Rodrigues – Presidente do Grupo Arco-Íris


17h00 – 17h30 - Intervalo para Café Cultural - cantor mineiro Weslley Crys.
17h30 – 19h00 – Ciclo Arco-Íris Pensando a Cidadania LGBT
“Discutindo políticas públicas, corpo, gênero e sexualidade”
Liorcino Mendes – Membro da Comissão Nacional de AIDS e Secretário de Comunicação da ABGLT/GO

Heliana Hemetério - Coordenadora do Núcleo de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais do Grupo Arco-Íris

Renata Perón – cantora drag Renata Perón – São Paulo/SP

Lili Anderson – Vice - presidente da ABGLT ‘

Luciano Carlos Mendes de Freitas Filho – Vice-Presidente do Grupo Leões do Norte/Recife – PE

Alexandre Santos – Presidente da Associação da Parada de São Paulo – SP

Jorge Eurico – Coordenador da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro e Membro do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

Coordenação: Julio Moreira – Coordenador do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT
14h30 – 17h00 – Mostra de Filmes Metáforas da Diversidade
Filmes:

- A Jihad For Love (longa) – filmado na Índia, Paquistão, Irã, Turquia, África do Sul e França, este documentário conta a história de homossexuais islâmicos. Os protagonistas do documentário são, ao mesmo tempo, muçulmanos praticantes e gays. Muitos deles membros de uma minoria inominável, sujeitos a perseguições e humilhações. Estes retratos multifacetados formam um belo panorama dessa jihad islâmica.
- En malas compañias (curta) – Guilhermo tem 16 anos, muito tempo livre e um novo centro comercial em seu bairro onde pode soltar seus hormônios. Este ano decidiu conhecer homens de carne osso. Só com “más companhias” uma pessoa pode divertir-se, aprendendo coisas que realmente interessam. Todo o resto pode esperar.
- Lucky Blue (curta) – conta o envolvimento entre dois jovens – um rebelde e outro tímido e responsável – durante as preparações para um festival de karaokê em uma vila.
- The Postcard (curta) – uma funcionária dos correiros pensa que um cliente tenta chamar sua atenção escrevendo cartas amorosas em postais que ele envia, mas na verdade ele tenta conseguir a atenção de outro funcionário.
17h30 - 19h30 – Mostra de Filmes Metáforas da Diversidade
Filmes:

- The Celluloid Closet - O outro Lado de Hollywood (longa) – documentário instigante sobre como a homossexualidade foi abordada no cinema americano desde seus primórdios. Premiado no Festival de Sundance, onde começou sua carreira de sucesso em festivais mundo afora, tem narração de Lily Tomlin, atriz lésbica assumida, e participações de Tom Hanks, Whoopi Goldberg, Tom Curtis e Shirley MacLaine.
- Un Camion en Réparation (curta) – Èugene tem 20 anos de idade; sente-se mal apesar de ser verão. Enquanto passa algum tempo no campo, encontra Pierre, um tipo de 30 anos.
- The Best Man (curta) – todos os melhores homens (padrinhos) são gays, mas alguns necessitam ser notados. Momentos antes do casamento do seu melhor amigo, Peter tem a última oportunidade para relembrar sentimentos mútuos há muito tempo reprimidos, mas não abandonados. Por vezes, a mais perfeita forma de relembrar a paixão do verdadeiro amor não é mais que um simples beijo do padrinho. The Best Man explora uma dor de cabeça universal que cada um de nós, individualmente, já experimentou: a sensação de ter deixado passar o verdadeiro amor.
- Shame No More (curta) – Mostra a inversão de situações. E se todo mundo fosse homosexual e ser heterossexual fosse “anormal”? Eis o que pode ser o lema de qualquer movimento LGBT em qualquer parte do mundo. O filme é em preto e branco porque ocorre na década de 50.
- Work It Out (curta) – um difícil relacionamento entre homens em uma oficina, devido a desorganizações e condições precárias de trabalho causam brigas e quase morte entre eles. Porém, um final surpreendente acontece. Tudo por trabalharem sob muita pressão.
- The Bridge (curta) – mostra que nem sempre uma boa noticia pode ter bons resultados. Uma decisão que Luka esperava com muita vontade foi o motivo principal de sua maior tristeza e de seu acompanhante também. Ele saiu correndo de sua cidade natal por causa de homofobia e depois recebe uma carta que modifica de vez toda a sua vida. Um romance dramático de primeira linha, onde o saudosismo é marcante e o sentimento também. O mundo nem sempre é perfeito para quem se ama!
19h30 – 20h00 – Desfile – lançamento da marca GAI

Porque GAI é pop! Por que é Arco-Íris!

Laboratório de Criação do Grupo Arco-Íris
Door: Eula Rochard e Luiza Moon
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa)

Tel.: 21 2222-7286
2215-0844
2252-1039 / www.arco-iris.org.br




FONTE: Site do grupo arco-íris

sábado, 24 de outubro de 2009

Pára tudo!

HÁ!
você que já está acostumado e me ver falar insistentemente do grupo CHICAS e já viu divulgação aqui do Show OUTRO 69...

Não pode perder esse sábado na CASA ROSA:

Festa Cabaret 50


Outro 69 e As Chicas:

- Um tributo à musica do ano de 1969 -
A festa Cabaret 50, festa mensal da Casa Rosa, prepara para esta edição uma grande homenagem ao ano mágico de 1969 com o show do grupo OUTRO 69, que apresenta um repertório de clássicos que embalavam esse ano, e seu convidado, o grupo As Chicas.

O projeto “1969” é um tributo a um período, ao som que foi produzido durante esse misterioso ano, como um retrato verdadeiro de uma época, das cabeças que produziram e, principalmente, aos que ouviram essas músicas há quarenta anos.
O repertório consiste em uma seleção retirada do Top 100 do ano de 1969 – uma pesquisa nas cem musicas mais executadas pelas rádios há exatos quarenta anos. Entre muitas outras, estão: “Touch Me” (The Doors); “A Minha Menina” (Jorge Ben); “Time Of The Season” (The Zombies); “Build me Up, Buttercoup” (The Foundations); “Hey Jude” (The Beatles); “Sinal Fechado” (Paulinho da Viola); “Irene” (Caetano Veloso); “I Heard It Trough the Grapevine” (Marvin Gaye); “2001” (Mutantes) e “I Say A Litlle Prayer “(Burt Marmalade).




Eu que perdi o OUTRO 69 na drinkeria maldita - e nem gosto das Chicas né... rs - to lá amanhã com certeza! Nem que eu vá sozinha!




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Papo mulherzinha:

Você, mulher brasileira, moderna, contemporânea, gosta de... sapatos? rs!

Dá uma olhada nesse site:

http://www.sapatonline.com.br/

Dá pra ficar HORAS pesquisando nele. Sério.
E de quebra ainda tem uma promoção. Ao se cadastrar, você concorre a um vale compras de 120 reais. Legal né?
Vai lá!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"A gente leva da vida, amor, a vida que a gente leva"

Tem uma música que a Leila Pinheiro canta que termina com essa frase. Tenho pensado muito sobre isso ultimamente. Que conclusão tirar desse verso?

Tenho pensado em como a vida leva gente para determinadas direções. Isso sem a gente saber... simplesmente as coisas vão se construindo, e quando a gente vê, está se relacionando com alguém que não tem nada a ver com a gente, insiste num caminho profissional único, fica batendo na mesma tecla. Não se valoriza.
e ai, de repente, começa a se perguntar, que vida é essa que resolveu levar. é essa vida que eu quero levar? É pra isso que eu cheguei até aqui? eu vim pra esse mundo pra oferecer o quê pra ele?

E então percebe que (oh, que incrível!) a vida não precisa ser assim. Você aprende e parte pra outra e que maravilha são as mudanças né minha gente?

Por exemplo, agora tenho descoberto um talento para a produção. Sem modéstias à parte, tenho sido procurada para realizar esse tipo de trabalho, que por alguns motivos as pessoas pensam que tenho perfil para fazer. E o que isso tem a ver com Psicologia? tudo! Tem sido a partir das minhas experiências com o mestrado (que me fez aprender a escrever e formatar projetos) e com o Espaço Artaud, onde de fato preciso montar e redigir projetos e outros textos que tenho aprendido a me colocar profissionalmente dessa forma, e como as pessoas precisam de profissionais desse tipo!
E já estou indo pra segunda faculdade, e pra um novo caminho a percorrer!
Alguem imaginava que algum dia eu iria fazer... produção de moda?? rsss nem eu!! pois é, estou com esse projeto também. Aliás, essa é A palavra de 2009 para mim.
Mas em breve, estou saindo do projeto e indo para a etapa das realizações, finalmente.
Chega de plantar. Agora tá na hora de colher!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

rio2016?? e ai?

Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política.






Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia, o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.






Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal. Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige.






Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores.






Mas Lula não fez nada disso.






No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários. Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.






Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos. Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial.



fonte http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16171







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Tânia de Vasconcellos

Universidade Federal Fluminense