ONDE ESTÃO AS MINHAS AMIGAS???
ONDE ESTARÃO?
sERÁ QUE ESTÃO BEM?
HEIM? HEIM?
Aqui você vai encontrar divulgação de eventos culturais descolados, festas, além de eventos acadêmicos interessantes, vídeos curiosos e divagações ... muitas divagações!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Depois de ver "Camille Claudel"
Só há a possibilidade de vida enquanto persistir a esperança. Essa mola que estica e estica, e que levamos até o extremo, mas que volta a mesma forma. Quando ela se rompe, só restam os pedaços. Pedaços do que poderia ter sido, de quem poderia ter ido, do que poderia ter acontecido. Daquilo que ainda não foi dito, e perdido paira como sombra. Com sombra estará e será sempre.
Como deve ser perder a esperança? E perder o elo que alça voo com a existência e convoca amarração, sentido, signifcado, significância para tudo?
Estar na errância da vida, estar no meio fio, pêndulo, gasto, vazio?
Onde nasce a esperança, e para onde ela cresce? E será que como árvore se desenvolve e promove frutos, natureza pura? e se um dia morre, será silenciosamente, corroída, corrompida, destroçada, desamada, desarmada, desamor?
e que sofrimento é esse, que dilacera, e amendronta, e paralisa... como se uma mão arrancasse de dentro da gente não o coração, mas sim a própria esperança em carne viva, que pulsa ainda lutando para sobreviver... e que faz o ar quase acabar e por um segundo a morte...se materializa e como humana que é, alcançável?
Quem é capaz de responder a qualidade do mundo, o buraco, o fosso sem fundo que existe entre o que é, e o que não foi, e não será nunca mais? Sobre o que não volta?
O que será a esperança? Esse sentimento que me escapa e que me funda, arcabouço teórico de mim e que vagueia, zigue zagueando tira chão, poeira e ao mesmo tempo me lança no espaço, no mundo, inteira, completa... para me jogar na inquietude outra vez?
De olhos fechados tateio na claridade óbvia do resto aquilo dos pedaços que me sobraram...
Que palavra é essa que hoje transborda...
e dói?
Como deve ser perder a esperança? E perder o elo que alça voo com a existência e convoca amarração, sentido, signifcado, significância para tudo?
Estar na errância da vida, estar no meio fio, pêndulo, gasto, vazio?
Onde nasce a esperança, e para onde ela cresce? E será que como árvore se desenvolve e promove frutos, natureza pura? e se um dia morre, será silenciosamente, corroída, corrompida, destroçada, desamada, desarmada, desamor?
e que sofrimento é esse, que dilacera, e amendronta, e paralisa... como se uma mão arrancasse de dentro da gente não o coração, mas sim a própria esperança em carne viva, que pulsa ainda lutando para sobreviver... e que faz o ar quase acabar e por um segundo a morte...se materializa e como humana que é, alcançável?
Quem é capaz de responder a qualidade do mundo, o buraco, o fosso sem fundo que existe entre o que é, e o que não foi, e não será nunca mais? Sobre o que não volta?
O que será a esperança? Esse sentimento que me escapa e que me funda, arcabouço teórico de mim e que vagueia, zigue zagueando tira chão, poeira e ao mesmo tempo me lança no espaço, no mundo, inteira, completa... para me jogar na inquietude outra vez?
De olhos fechados tateio na claridade óbvia do resto aquilo dos pedaços que me sobraram...
Que palavra é essa que hoje transborda...
e dói?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Tá chegando!!!!!!!
O Coletivo Carnavalesco Tá pirando, pirado, pirou! viaja para Marte, nas asas da imaginação do puxador André Poesia. Atrás de água, vida e contatos imediatos com a alegria! No seu quinto carnaval, o Bloco oferece um desfile marciano para todos os gostos. Na concentração, canjas do sócio emérito Tantinho da Mangueira e do padrinho Walter Alfaiate. O desfile começa com o samba oficial de 2009, ao som de 40 ritmistas da Bateria Batuque de Bamba. Próximos ao largo do Pão de Açúcar, cantamos sambas de enredo imortais. Pra fechar com chave de ouro, músicos do Céu na Terra nos brindam com o lirismo de antigas marchinhas. Ainda têm bonecos de molemba, Joe e Madame Bondão, grafite, confete, serpentina, muita folia e outras surpresas! Pra quem vive no mundo da lua, de marte ou da Terra, um evento imperdível!
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Vanessa
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Off Carnaval

Pra quem não é tãaaao ligado assim em Carnaval como eu, mas ainda assim está afim de uma programação divertida para os próximos finais de semana, vale conferir o evento "Boca de Baco" que está acontecendo todos os sábados dentro da programação "sábados de verão" na livraria ODEON, na cinelândia.
Recebi a programação do dia 07/02 e fiquei empolgadíssima, mas infelizmente não poderei ir.
De repente alguém vai e comenta por aqui? rs!
Segue programação abaixo. Destaque para a participação de Pedro Rocha (autor desse livro de poesias que está ai no canto esquerdo) Ericsson pires e Amora Pêra, das Chicas.
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Vanessa
"Meu mundo é hoje"
“ - Abriu vaga para agogô na Portela. Tá afim?”
E assim começa a minha saga de 3 semanas para conseguir sair na Portela. Ensaios em Madureira, trem, muito cansaço e dor no braço.
Na verdade pra quem já toca em escola de samba o carnaval começa muito antes. Dependendo da escola, os ensaios começam já em Maio do ano anterior. Esse ano por exemplo, comecei a freqüentar os ensaios do Salgueiro em maio, mas infelizmente ainda não foi dessa vez.
Muito bem, mas voltemos à Portela. A única vez que havia comparecido à quadra foi numa feijoada, no dia do jogo do Brasil contra a França pela Copa do Mundo de 2006. O resultado daquele dia fatídico todo mundo já sabe, mas o que me marcou mesmo foi estar naquele lugar tão importante para a história do samba, comendo uma típica feijoada, ouvindo a Velha guarda da Portela e, logo em seguida ao jogo, assistir ao Paulinho da Viola dar uma canja de quase uma hora aos presentes... a quadra veio a baixo!
Quase 3 anos depois, volto à quadra para os ensaios de bateria e de comunidade, em Madureira (que aventura chegar lá! Rs!) com o objetivo de aprender em menos de 3 semanas todos os desenhos, bossas, coreografias que a bateria faz.
Na segunda-feira, foi só a bateria. Tensão. Muita coisa pra aprender e pouco tempo para tanto. Mas eu estava ali, e não iria desistir fácil. Não sei explicar muito bem... é a sensação de se estar onde o samba realmente está. É a sensação de estar não só numa escola de samba que quer vencer o carnaval, mas que consegue fazer o melhor para defender o samba que está trazendo para a avenida.
Na quarta-feira chego na quadra e vejo muuuuuito mais gente que na segunda. Fico sabendo que naquele dia aconteceria também os ensaios de alas da comunidade, baianas, crianças, baianinhas, com a bateria.
Dessa vez a bateria fica no palanque. E lá do alto, ao ver todas aquelas pessoas formadas, empolgadas, cantando o samba da escola com a maior garra (samba maravilhoso por sinal) fiquei super emocionada... assim de chorar mesmo. Ao olhar pra trás e ver todos aqueles instrumentos com a águia marcada, vi que estava fazendo parte de algo realmente grandioso, o momento de preparação de uma das escolas mais importantes e de história mais significativa para o Carnaval carioca.
Ao participar de tantos ensaios, você acaba se acostumando... mas estar na Portela é algo que eu nunca vou me acostumar...nunca.
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