Tá, o meu blog é rosa.
o que eu faço com esse rosa? Quero q alguém me pinte e que me diga de que cor eu estou, pois já não me enxergo mais;
é isso q dá escrever 3:18 da manhã
Aqui você vai encontrar divulgação de eventos culturais descolados, festas, além de eventos acadêmicos interessantes, vídeos curiosos e divagações ... muitas divagações!
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Nome próprio
Hoje eu vi o filme novo da Leandra Leal, "Nome próprio".
Tem que ver. é um filme que se você tem o costume de escrever, mas assim, escrever em blog, tem que ver.
Por que é ai que a gente descobre que escrever não é uma ação isolada. Não dá. Não dá pra estar distante das palavras que você enuncia o tempo todo, por que elas te invadem, e precisam escoar. Para algum lugar, para qualquer lugar.
Ninguém escreve sobre si impunemente.
Ninguém "É" impunemente.
A gente paga um preço muito grande pra ser quem a gente descobre que é.
Tem gente que resolve esquecer quem é, e vive esquecido de si mesmo por toda a vida;
Tem gente que paga pra ver.
Eu quero pagar pra ver.
Tem que ver. é um filme que se você tem o costume de escrever, mas assim, escrever em blog, tem que ver.
Por que é ai que a gente descobre que escrever não é uma ação isolada. Não dá. Não dá pra estar distante das palavras que você enuncia o tempo todo, por que elas te invadem, e precisam escoar. Para algum lugar, para qualquer lugar.
Ninguém escreve sobre si impunemente.
Ninguém "É" impunemente.
A gente paga um preço muito grande pra ser quem a gente descobre que é.
Tem gente que resolve esquecer quem é, e vive esquecido de si mesmo por toda a vida;
Tem gente que paga pra ver.
Eu quero pagar pra ver.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sobre a maluquice
(ou: o comentário que fiz no ultimo post do blog da Lilows, que é uma fofa, e é a única que lê esse troço aqui rs)
mas então!
o primeiro passo pra fugir da maluquice é desconfiar dela. rs
Se vc a acha q isso pode ser maluquice, então, ainda não ficou maluca. rss
bj!!!!!!!!!
Mas peraí..
depois que eu postei, eu pensei assim: "gente eu trabalho com isso. como posso dizer um troço desses?!"
Então vai uma correção:
O primeiro passo é....aceitar a maluquice! Pois é ela que faz a gente ser único no mundo, assim, original de fábrica mesmo.
Desde que ela não te faça sofrer..... ela é sua! e de mais ninguém!
e tenho dito.
mas então!
o primeiro passo pra fugir da maluquice é desconfiar dela. rs
Se vc a acha q isso pode ser maluquice, então, ainda não ficou maluca. rss
bj!!!!!!!!!
Mas peraí..
depois que eu postei, eu pensei assim: "gente eu trabalho com isso. como posso dizer um troço desses?!"
Então vai uma correção:
O primeiro passo é....aceitar a maluquice! Pois é ela que faz a gente ser único no mundo, assim, original de fábrica mesmo.
Desde que ela não te faça sofrer..... ela é sua! e de mais ninguém!
e tenho dito.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ops! Estamos em manutenção...
O orkut está em manutenção. Dai que, de repente, eu percebi quanto tempo eu tenho ficado no orkut. Gente isso não tá certo não.
Eu to com síndrome de abstinência. Sério. Fico toda hora atualizando a porra da página (desculpa) vendo se a porra do orkut (desculpa) entra. E não entra. Porra. (desculpa)
(sintoma de abstinência: Falar muito "porra")
É engraçado como de repente alguma coisa que antes não existia, e não fazia a menor diferença na sua vida de repente pode provocar a sensação de que você tá desconectado do mundo. Começou com o celular. É um plano pra dominar o mundo! (sintoma de abstinência: Síndrome persecutória. Grave.)
Até os meus 13 anos eu não tinha idéia do que era ter um celular. Vivia ótema. E agora? Perder o celular, ser roubada, hoje em dia, vira motivo to get a nervous break down (yeah, eu falei inglexxxx baby) não pq um ladrão me roubou. Não porque eu não tenho dinheiro pra comprar outro. Mas sim pq eu vou passar pelo menos 24h sem que ninguém possa me ligar. E eu ligar também!
Mas poxa vida. O Orkut também é gente. Até ele precisa se cuidar de vez em quando. (er....não.)
É nesses momentos que você pára pra pensar na vida, reavaliar o que você está fazendo com ela, e que o orkut te aliena de pensar na maior parte do tempo. (Er.....não também.)
Tá, então o que eu vou fazer?
Acho que vou entrar em manutenção também. tchau, fui dormir.
Eu to com síndrome de abstinência. Sério. Fico toda hora atualizando a porra da página (desculpa) vendo se a porra do orkut (desculpa) entra. E não entra. Porra. (desculpa)
(sintoma de abstinência: Falar muito "porra")
É engraçado como de repente alguma coisa que antes não existia, e não fazia a menor diferença na sua vida de repente pode provocar a sensação de que você tá desconectado do mundo. Começou com o celular. É um plano pra dominar o mundo! (sintoma de abstinência: Síndrome persecutória. Grave.)
Até os meus 13 anos eu não tinha idéia do que era ter um celular. Vivia ótema. E agora? Perder o celular, ser roubada, hoje em dia, vira motivo to get a nervous break down (yeah, eu falei inglexxxx baby) não pq um ladrão me roubou. Não porque eu não tenho dinheiro pra comprar outro. Mas sim pq eu vou passar pelo menos 24h sem que ninguém possa me ligar. E eu ligar também!
Mas poxa vida. O Orkut também é gente. Até ele precisa se cuidar de vez em quando. (er....não.)
É nesses momentos que você pára pra pensar na vida, reavaliar o que você está fazendo com ela, e que o orkut te aliena de pensar na maior parte do tempo. (Er.....não também.)
Tá, então o que eu vou fazer?
Acho que vou entrar em manutenção também. tchau, fui dormir.
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Sobre o relacionar-se,
Vanessa
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Te vejo lá
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sobre mim
"Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado".
Clarice Lispector
Clarice Lispector
terça-feira, 15 de julho de 2008
Almoços criativos III
Eu: e ai mãe, qual o almoço hoje?
Mãe: hoje é o dia de usar a criatividade!
Eu: (medo) - Mãe - pega lá o miojo.
Eu: ah tá, miojo e carne moída.
Ela: é.
Eu: de novo?
Ela: De novo nada. Você só comeu um dia isso.
Eu: hum... tá.
Mãe: hoje é o dia de usar a criatividade!
Eu: (medo) - Mãe - pega lá o miojo.
Eu: ah tá, miojo e carne moída.
Ela: é.
Eu: de novo?
Ela: De novo nada. Você só comeu um dia isso.
Eu: hum... tá.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Sobre a solidão
(Para ler devagar)
A gente já aprendeu a ficar sozinho?
Quanto tempo a gente consegue ficar sozinho com a gente mesmo? Quanto tempo a gente consegue se aturar?
E se levar pra passear? Você já foi ao cinema sozinho? Eu já. Poucas vezes. É esquisito. Você fica orgulhoso porque foi, mas ao mesmo tempo reza secretamente pra não aparecer ninguém e te ver ali sozinho. É doido. E comer? Você come sozinho em um restaurante? Você vai sozinho ao Mc Donalds?? Quando estou no bar com mais uma pessoa apenas, me certifico SEMPRE que, quando a outra pessoa for ao banheiro, ou precisar levantar por algum motivo, tenha algum sinal CLARO de que, sim, existe outra pessoa ali comigo, eu não estou sozinha no bar. Taí, nunca sentei pra beber uma cerveja sozinha. Quem é que bebe cerveja sozinho? Cerveja é uma bebida que se bebe sozinho?
O que é que você sente quando chega a sexta-feira e ficou sem programa pra aquela noite? E quando chega o sábado? E quando você consegue? Com quem você está? Quem está ao seu redor quando você sai? Quem sempre está como você? E quem é que nunca está? Você sabe por quê? O horário que você volta pra casa determina se você conseguiu aproveitar, de fato a noite? Ou quem determina são as pessoas que estão com você? O que é que determina que a sua noite (ou o seu dia) foi produtivo?
Você está só, mas se sente só?
Você se sente só, mas está só de fato?
A gente já aprendeu a ficar sozinho?
Quanto tempo a gente consegue ficar sozinho com a gente mesmo? Quanto tempo a gente consegue se aturar?
E se levar pra passear? Você já foi ao cinema sozinho? Eu já. Poucas vezes. É esquisito. Você fica orgulhoso porque foi, mas ao mesmo tempo reza secretamente pra não aparecer ninguém e te ver ali sozinho. É doido. E comer? Você come sozinho em um restaurante? Você vai sozinho ao Mc Donalds?? Quando estou no bar com mais uma pessoa apenas, me certifico SEMPRE que, quando a outra pessoa for ao banheiro, ou precisar levantar por algum motivo, tenha algum sinal CLARO de que, sim, existe outra pessoa ali comigo, eu não estou sozinha no bar. Taí, nunca sentei pra beber uma cerveja sozinha. Quem é que bebe cerveja sozinho? Cerveja é uma bebida que se bebe sozinho?
O que é que você sente quando chega a sexta-feira e ficou sem programa pra aquela noite? E quando chega o sábado? E quando você consegue? Com quem você está? Quem está ao seu redor quando você sai? Quem sempre está como você? E quem é que nunca está? Você sabe por quê? O horário que você volta pra casa determina se você conseguiu aproveitar, de fato a noite? Ou quem determina são as pessoas que estão com você? O que é que determina que a sua noite (ou o seu dia) foi produtivo?
Você está só, mas se sente só?
Você se sente só, mas está só de fato?
domingo, 13 de julho de 2008
Sobre os amigos
“ Um homem, da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso – revelou – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
- Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto, pega fogo.”
Eduardo Galeano
- O mundo é isso – revelou – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
- Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto, pega fogo.”
Eduardo Galeano
sábado, 12 de julho de 2008
Coisas que todo carioca deveria saber II
Feijoadas das Escolas de Samba
Portela: 1º Sábado do mês
Estácio de Sá: 1º Domingo do mês
Mangueira: 2º Sábado do mês
Salgueiro: 2º Domingo do mês
Império Serrano: 3º Sábado do mês
Bacalhau do Pavão - Unidos da Tijuca: Último Domingo do Mês.
Portela: 1º Sábado do mês
Estácio de Sá: 1º Domingo do mês
Mangueira: 2º Sábado do mês
Salgueiro: 2º Domingo do mês
Império Serrano: 3º Sábado do mês
Bacalhau do Pavão - Unidos da Tijuca: Último Domingo do Mês.
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Coisas que você sempre teve curiosidade de saber
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Almoços criativos II
Mãe: Tá lá a panela, a carne moída, a água, e o miojo. Cada um faz o seu miojo.
Eu: cada um no - seu - quadrado, cada um no seu quadrado.
Mãe: é, isso aí.
É incrível como a base da alimentação de um ser humano pode passar por comidas semi-prontas / congeladas por tanto tempo.
Eu: cada um no - seu - quadrado, cada um no seu quadrado.
Mãe: é, isso aí.
É incrível como a base da alimentação de um ser humano pode passar por comidas semi-prontas / congeladas por tanto tempo.
Sobre o relacionar-se
"Agora preciso de tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo. Sei que acreditar em tudo isso será, no começo, a tua grande solidão. Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor(...) O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão”. (Clarice Lispector, in "A Paixão Segundo GH)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
As leis de Murphy
Encontrei neste fórum http://www.webtuga.com/forum/post172184.html uma lista com as Leis de Murphy! Imagine que existem 100?? Pois é. Nenhuma das 100 dizia que se o pão com manteiga escapar da sua mão ele certamente cairá com a manteiga voltada para o chão. O que eu achei muito esquisito. Mas tá valendo.
Abaixo, uma compilação das que eu achei mais engraçadas.
1. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo…
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
71. Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
72. Se está escrito “Tamanho único”, é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
93. Lei de Murphy na escola: se for prova com consulta, você esquecerá seu livro; se for lição de casa, esquecerá onde mora
95. A Lei de Murphy é algo transcendente. Lavar o seu carro para fazer com que chova não funciona.
96. Um documento importante irá demonstrar sua importância quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
Abaixo, uma compilação das que eu achei mais engraçadas.
1. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo…
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
71. Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
72. Se está escrito “Tamanho único”, é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
93. Lei de Murphy na escola: se for prova com consulta, você esquecerá seu livro; se for lição de casa, esquecerá onde mora
95. A Lei de Murphy é algo transcendente. Lavar o seu carro para fazer com que chova não funciona.
96. Um documento importante irá demonstrar sua importância quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Coisas que todo carioca deveria saber

Vejam só esse pequeno mapinha. Daqui a pouco tá virando moda nos livros de Geografia das escolas.
Tive a idéia de colocar por conta de um pequeno debate que li no orkut outro dia. Então fica combinado assim: Se você for assistir um ensaio na GRES Vila Isabel, não vá vestido com nada da GRES U. Tijuca; I. Tijuca; Salgueiro. e Vice-Versa, ok?
ai ai...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Sobre o dia em que eu resolvi responder ao Arthur Xexéo
Eu sempre leio a coluna do Arthur Xexéo. Faço parte de seu seleto grupo de 12 leitores... rs. Daí um dia resolvi responder e escrevi esse big texto, de um fôlego só. Abaixo do texto tem a resposta dele.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Caro Arthur Xexéo,
Creio que a sua reflexão sobre o filme “Tropa de Elite” corresponde, na verdade, ao que deveríamos estar de fato pensando ao falar do filme: o que nos transformou em pessoas que aplaudem no cinema a polícia batendo/ torturando e matando traficantes e outros.
Sou aluna do curso de Mestrado do Instituto de Medicina Social da UERJ, e em uma das disciplinas aprendemos sobre o Estado de exceção.
O Estado de Exceção é um conceito amplamente discutido por um filósofo italiano chamado Giorgio Agamben. Fica muito difícil tentar falar sobre esse assunto de forma resumida, mas vamos lá.
Agamben, em seu livro Homo Sacer tem como ponto central a vida nua, a vida do Homo Sacer ( Sacer = sagrado) que pode ser morto, mas não sacrificado. A partir do momento em que se instituiu que a vida era sagrada, começou-se a matar em nome disso. Cria-se a categoria do “inimigo”, que transforma o cidadão em bandido, terrorista, categoria essa que transforma o indivíduo em um ser inominável, e autoriza o Estado de exceção, no qual a exceção torna-se a regra e legitima que determinadas práticas sejam executadas em nome de uma bem maior. Em nome da proteção da sociedade, então, a tortura se justificaria. Temos como exemplo claro disso, mas muito pouco discutido (em jornais, revistas e televisão), a prisão de Guantánamo, em Cuba. Os presos ali não desfrutam dos direitos internacionais assegurados pela convenção de Genebra. Podem ser mantidos presos sem julgamento e submetidos a práticas abusivas de interrogatório se assim acharem necessário.
O que acontece com o surgimento do filme “Tropa de Elite” é o desvelamento do Estado de Exceção no Rio de Janeiro, representado neste através do BOPE. E representado em nós através da vontade irresistível que nos assola de ver um filme em que existe uma “polícia que funciona de fato”. Sabemos de que forma tudo deveria acontecer: mais educação, mais emprego, honestidade, punição digna para quem deve ser punido. Mas o sistema penal é totalmente falido – já se sabe que as prisões não ajudam o indivíduo a voltar em condições de sobreviver em nossa sociedade. Sabemos que a violência no Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais brutal. Sabemos que a polícia entra em conivência com crime por N motivos. Sabemos que temos medo da polícia por N motivos. Sabemos que a polícia tem medo e às vezes é obrigada a ser conivente. Já sabemos, inclusive, que manifestações de “Basta!” são uma piada, além de não provocarem nenhum impacto, só servem para mostrar o quanto a classe média ainda está desimplicada de algum processo possível de mudança prático. Diante de tudo isso, é mais fácil entender que se abra um estado de exceção no Rio, no qual ao BOPE se autorize fazer tudo aquilo que não é permitido a outros representantes da lei.
Escrevi isso muito rápido, pode ser que eu tenha me equivocado em alguma coisa, porém acredito que seja necessário que pensemos de que forma determinados discursos estão sendo produzidos atualmente. Para alguns pode parecer estranho dizer isso, mas o meu direito de viver, não pode se sobrepor ao direito de viver do outro. Se começarmos a agir e aceitar que a vida humana seja constrangida dessa forma, nos tornaremos tão bandidos quanto aqueles pelo quais nos sentimos ameaçados.
Atenciosamente
Vanessa Xisto
Resposta do Arthur Xexéo: Muito interessante Vanessa.
Eu: ah tá, brigado.
(Minha resposta foi em pensamento. Depois disso negligenciei uma coluna ou ...dez, sei lá).
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Caro Arthur Xexéo,
Creio que a sua reflexão sobre o filme “Tropa de Elite” corresponde, na verdade, ao que deveríamos estar de fato pensando ao falar do filme: o que nos transformou em pessoas que aplaudem no cinema a polícia batendo/ torturando e matando traficantes e outros.
Sou aluna do curso de Mestrado do Instituto de Medicina Social da UERJ, e em uma das disciplinas aprendemos sobre o Estado de exceção.
O Estado de Exceção é um conceito amplamente discutido por um filósofo italiano chamado Giorgio Agamben. Fica muito difícil tentar falar sobre esse assunto de forma resumida, mas vamos lá.
Agamben, em seu livro Homo Sacer tem como ponto central a vida nua, a vida do Homo Sacer ( Sacer = sagrado) que pode ser morto, mas não sacrificado. A partir do momento em que se instituiu que a vida era sagrada, começou-se a matar em nome disso. Cria-se a categoria do “inimigo”, que transforma o cidadão em bandido, terrorista, categoria essa que transforma o indivíduo em um ser inominável, e autoriza o Estado de exceção, no qual a exceção torna-se a regra e legitima que determinadas práticas sejam executadas em nome de uma bem maior. Em nome da proteção da sociedade, então, a tortura se justificaria. Temos como exemplo claro disso, mas muito pouco discutido (em jornais, revistas e televisão), a prisão de Guantánamo, em Cuba. Os presos ali não desfrutam dos direitos internacionais assegurados pela convenção de Genebra. Podem ser mantidos presos sem julgamento e submetidos a práticas abusivas de interrogatório se assim acharem necessário.
O que acontece com o surgimento do filme “Tropa de Elite” é o desvelamento do Estado de Exceção no Rio de Janeiro, representado neste através do BOPE. E representado em nós através da vontade irresistível que nos assola de ver um filme em que existe uma “polícia que funciona de fato”. Sabemos de que forma tudo deveria acontecer: mais educação, mais emprego, honestidade, punição digna para quem deve ser punido. Mas o sistema penal é totalmente falido – já se sabe que as prisões não ajudam o indivíduo a voltar em condições de sobreviver em nossa sociedade. Sabemos que a violência no Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais brutal. Sabemos que a polícia entra em conivência com crime por N motivos. Sabemos que temos medo da polícia por N motivos. Sabemos que a polícia tem medo e às vezes é obrigada a ser conivente. Já sabemos, inclusive, que manifestações de “Basta!” são uma piada, além de não provocarem nenhum impacto, só servem para mostrar o quanto a classe média ainda está desimplicada de algum processo possível de mudança prático. Diante de tudo isso, é mais fácil entender que se abra um estado de exceção no Rio, no qual ao BOPE se autorize fazer tudo aquilo que não é permitido a outros representantes da lei.
Escrevi isso muito rápido, pode ser que eu tenha me equivocado em alguma coisa, porém acredito que seja necessário que pensemos de que forma determinados discursos estão sendo produzidos atualmente. Para alguns pode parecer estranho dizer isso, mas o meu direito de viver, não pode se sobrepor ao direito de viver do outro. Se começarmos a agir e aceitar que a vida humana seja constrangida dessa forma, nos tornaremos tão bandidos quanto aqueles pelo quais nos sentimos ameaçados.
Atenciosamente
Vanessa Xisto
Resposta do Arthur Xexéo: Muito interessante Vanessa.
Eu: ah tá, brigado.
(Minha resposta foi em pensamento. Depois disso negligenciei uma coluna ou ...dez, sei lá).
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Brincando em cima daquilo
Trivialidades
ou sobre como a minha mãe inventa almoços criativos
ou sobre como a minha mãe, digamos, fica "sem tempo" para cozinhar
Mãe: têm esses quiches aqui de peru e queijo e cebola (congelados) e tem esse peito de frango suprême (congelado). eu quero comer quiche, você quer o quê?
Eu: Quiche
Mãe: ~^
ou sobre como a minha mãe, digamos, fica "sem tempo" para cozinhar
Mãe: têm esses quiches aqui de peru e queijo e cebola (congelados) e tem esse peito de frango suprême (congelado). eu quero comer quiche, você quer o quê?
Eu: Quiche
Mãe: ~^
Brincando em cima daquilo
Não, eu não vi a peça. E não, esse post não é para ser engraçado.
Resolvi recomeçar um novo blog. É sempre assim, começo e depois largo de mão, mas quem sabe dessa vez não dá certo??
Tá todo mundo chocado com a morte do menino João. Aquele que foi morto pela polícia na Tijuca. Sem ter a intenção de ser mais um alguém a comentar esse fato lamentável, cabem porém alguns comentários sobre esse episódio, sobre aquilo que diz respeito a insegurança.
Pois então, no domingo fui visitar meus amigos da Casa das Palmeiras, daí fui até a casa de um deles na Gávea. Eu moro na Tijuca.
Estávamos entretidos vendo o final de temporada de Lost no AXN, bebendo cerveja e comendo torradas com pastinhas, ocasionalmente debatendo a importância de se enxergar as teorias da Psicologia como uma caixa de ferramentas. (Todos psicólogos)
Até que dá meia-noite e alguém fala " - Tá na hora de irrrrrrrr" e normalmente esse é o coro que puxa o bonde. Pois bem, como a viagem até a Tijuca é demorada, e já era tarde, pensei em ficar lá para dormir. Pensei " eu deveria ter vindo mais cedo e voltado de ônibus". Mas todo mundo se juntou e resolveu voltar de Táxi. Primeira parada: Flamengo. Segunda parada: Vila Isabel. Ponto Final, Tijuca.
Cheguei em casa, fiquei no computador, bati papo no msn e fui dormir.
No dia seguinte, Jornal Hoje: Aparece o pai do menino João, e todas cenas da "abordagem da polícia". Pergunto pra minha mãe em que parte da Tijuca havia acontecido o ocorrido... e ela diz: " Foi na Gal. Espírito Santo Cardoso!!!"
Detalhe 1: Foi praticamente na esquina da minha rua.
Detalhe 2: Se eu tivesse saído cedo de casa, voltado cedo, provavelmente teria pego o movimento, todo.
Detalhe 3: eu passo a pé por essa rua quase sempre.
Detalhe4: A delegacia de polícia civil da tijuca fica nessa rua.
Logo em seguida, aparece o pai do menino, chorando, perguntando - que polícia é essa? e questionando como um grupo que deveria proteger, acaba por atacar um carro com uma mulher e duas crianças pequenas.
E logo em seguida aparece a Leilane Neubarth contendo a emoção, para terminar de dar a notícia. E há muito tempo, eu não me chocava tanto com uma notícia sobre a imperícia da polícia.
A gente se esquece de se chocar
A gente se esquece de lembrar
A gente se esquece que sim, a violência está na porta da nossa casa.
Mas a vida segue apesar da violência.
Às vezes eu tenho a sensação de que a vida do carioca vai até onde a bala perdida (ou não ) permite.
Às vezes eu tenho a sensação de que a minha aparente valentia contra a violência da cidade (que impertinência querer sair a noite hoje em dia!) pode parecer, na verdade, um desejo de morte.
Ou não.
Mas o que fazer??
Resolvi recomeçar um novo blog. É sempre assim, começo e depois largo de mão, mas quem sabe dessa vez não dá certo??
Tá todo mundo chocado com a morte do menino João. Aquele que foi morto pela polícia na Tijuca. Sem ter a intenção de ser mais um alguém a comentar esse fato lamentável, cabem porém alguns comentários sobre esse episódio, sobre aquilo que diz respeito a insegurança.
Pois então, no domingo fui visitar meus amigos da Casa das Palmeiras, daí fui até a casa de um deles na Gávea. Eu moro na Tijuca.
Estávamos entretidos vendo o final de temporada de Lost no AXN, bebendo cerveja e comendo torradas com pastinhas, ocasionalmente debatendo a importância de se enxergar as teorias da Psicologia como uma caixa de ferramentas. (Todos psicólogos)
Até que dá meia-noite e alguém fala " - Tá na hora de irrrrrrrr" e normalmente esse é o coro que puxa o bonde. Pois bem, como a viagem até a Tijuca é demorada, e já era tarde, pensei em ficar lá para dormir. Pensei " eu deveria ter vindo mais cedo e voltado de ônibus". Mas todo mundo se juntou e resolveu voltar de Táxi. Primeira parada: Flamengo. Segunda parada: Vila Isabel. Ponto Final, Tijuca.
Cheguei em casa, fiquei no computador, bati papo no msn e fui dormir.
No dia seguinte, Jornal Hoje: Aparece o pai do menino João, e todas cenas da "abordagem da polícia". Pergunto pra minha mãe em que parte da Tijuca havia acontecido o ocorrido... e ela diz: " Foi na Gal. Espírito Santo Cardoso!!!"
Detalhe 1: Foi praticamente na esquina da minha rua.
Detalhe 2: Se eu tivesse saído cedo de casa, voltado cedo, provavelmente teria pego o movimento, todo.
Detalhe 3: eu passo a pé por essa rua quase sempre.
Detalhe4: A delegacia de polícia civil da tijuca fica nessa rua.
Logo em seguida, aparece o pai do menino, chorando, perguntando - que polícia é essa? e questionando como um grupo que deveria proteger, acaba por atacar um carro com uma mulher e duas crianças pequenas.
E logo em seguida aparece a Leilane Neubarth contendo a emoção, para terminar de dar a notícia. E há muito tempo, eu não me chocava tanto com uma notícia sobre a imperícia da polícia.
A gente se esquece de se chocar
A gente se esquece de lembrar
A gente se esquece que sim, a violência está na porta da nossa casa.
Mas a vida segue apesar da violência.
Às vezes eu tenho a sensação de que a vida do carioca vai até onde a bala perdida (ou não ) permite.
Às vezes eu tenho a sensação de que a minha aparente valentia contra a violência da cidade (que impertinência querer sair a noite hoje em dia!) pode parecer, na verdade, um desejo de morte.
Ou não.
Mas o que fazer??
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