Talvez sendo este provavelmente o último post do ano de 2008, caberia um pequeno balanço de coisas que aconteceram neste último ano.
Tive meu pai de volta esse ano. Depois de 3 anos morando em Natal, ele voltou. Mas ele morou lá 3 anos, e eu não morri.
Continuo desempregada... mas não morri.
Relacionamentos amorosos.... nenhum... e não morri.
Relacionamentos.... muito loucos, apaixonantes, decepcionantes, voltas, reviravoltas, amizades, "ficadas"... ri, sofri, e não morri.
Música : Chicas, Oficina com Isadora Medella, Batuque de Bamba, Desfiles no carnaval, Coro de Câmara Villa Lobos....... Muita música, descoberta de novos caminhos para a voz, de novos dons para a percussão, desbloqueio do desejo, afirmação de uma vontade: 2009 que me aguarde.
Ser louca, irresponsável, meter os pés pelas mãos; insistir nos erros, abdicar dos acertos, não ser tão gentil, nem tão simpática, continuar sem saber dizer não.
E ter gente que ainda assim, quer estar perto de mim.
Humana... ser ainda mais humana. Graças a Deus.
Ter uma infinidade de problemas, não saber por onde começar a resolver, e apesar disso, saber melhor quem eu sou, gostar daquela pessoa na frente do espelho, ter mais confiança, sorrir pra foto, me cuidar e ser mais bonita. Só pra mim.
2008 foi o ano das porradas. Só sacudida mermão. Mas entro em 2009 muito mais confiante e certa do que quero de verdade daqui pra frente.
Quem quiser que me aguente.
(Sem trema - 2009 é o ano da Reforma ortográfica.)
Aqui você vai encontrar divulgação de eventos culturais descolados, festas, além de eventos acadêmicos interessantes, vídeos curiosos e divagações ... muitas divagações!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Só pra respirar
.
.
.
Rabisco o sol, a lua, só pra te esperar
Brinco com faca canivete
Na corda bamba, no alto do morro
Malabarismo com castanha
No auge dos meus devaneios
Só pra te esperar
Conto grãos de areia
Faço castelos de turmalina
Faço rima, ninguém diria
Todo dia é luta.
Quem é que canta, quem é que ouve, quem é que escuta?
Quem é que me escuta?
Assovio, chuvisco
Dançando na lama, na chuva,
cantando pro mar
Pra te esperar
Te esperar
Respirar
Todo dia é luta
Só pra te esperar
.
.
Rabisco o sol, a lua, só pra te esperar
Brinco com faca canivete
Na corda bamba, no alto do morro
Malabarismo com castanha
No auge dos meus devaneios
Só pra te esperar
Conto grãos de areia
Faço castelos de turmalina
Faço rima, ninguém diria
Todo dia é luta.
Quem é que canta, quem é que ouve, quem é que escuta?
Quem é que me escuta?
Assovio, chuvisco
Dançando na lama, na chuva,
cantando pro mar
Pra te esperar
Te esperar
Respirar
Todo dia é luta
Só pra te esperar
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Beatles por amor
Todos os vídeos do ensaio Aberto de
Beatles por amor em:
http://www.vimeo.com/corocamaraemvl
Montagem de show pelo Coro de Câmara da Escola de Música Villa Lobos
Beatles por amor em:
http://www.vimeo.com/corocamaraemvl
Montagem de show pelo Coro de Câmara da Escola de Música Villa Lobos
Marcadores:
propaganda di grátis,
Vanessa
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Se...
Se eu não fosse passar o Ano Novo em Lumiar, com uma galera óteeeema, eu iria passar aqui, com certeza:: (olha a boa do Reveillon::)
REVEILLON NO LAGOINHA 2008/2009
Venha curtuir uma festa diferente e muito especial, num local mágico!
À partir das 21:00 horas.
INCLUSO NO INGRESSO:>>
SHOW DE SAMBA, CHORO E FORRÓ COM:EDU KRIEGER & NICOLAS KRASSIK + Convidados Dj Sérgio Feijó>>
BUFFET: - Mesa de frutas- Mesa de frios, pastas e pães- Prato principal e sobremesa- Café da Manhã >> BEBIDAS: - água, refrigerante, cerveja- caipirinha Magnífica e espumante>>
ESPAÇO PARA CRIANÇAS COM BABY SITTER NO LOCAL.
INGRESSOS LIMITADOS: - 1º lote R$ 120,00 (esgotado)- 2º lote R$ 150,00 (até 5/12)- 3º lote R$ 180,00 (até 30/12)- Na hora R$ 200,00 - R$ 90,00 crianças de 6 a 12 anos- Entrada franca crianças até 5 anos
VENDA ANTECIPADA:
JASMIM MANGA - Largo dos Guimarães, 143 - Santa Teresa tel: 2242-2605
MODERN SOUND - Rua Barata Ribeiro, 502 Dtel: 2548-5005
CLUBE LAGOINHA - Estrada Dom Joaquin Mamede 125 - Santa Teresatel: 2245-4322
INFORMAÇÕES E RESERVAS: - clubelagoinha@gmail.com - Tels: (21) 8757-7326 // 8848-8889
LOCAL DA FESTA:CLUBE LAGOINHA - Estrada Dom Joaquin Mamede 125 - Santa Teresa
tel: 2245-4322
REVEILLON NO LAGOINHA 2008/2009
Venha curtuir uma festa diferente e muito especial, num local mágico!
À partir das 21:00 horas.
INCLUSO NO INGRESSO:>>
SHOW DE SAMBA, CHORO E FORRÓ COM:EDU KRIEGER & NICOLAS KRASSIK + Convidados Dj Sérgio Feijó>>
BUFFET: - Mesa de frutas- Mesa de frios, pastas e pães- Prato principal e sobremesa- Café da Manhã >> BEBIDAS: - água, refrigerante, cerveja- caipirinha Magnífica e espumante>>
ESPAÇO PARA CRIANÇAS COM BABY SITTER NO LOCAL.
INGRESSOS LIMITADOS: - 1º lote R$ 120,00 (esgotado)- 2º lote R$ 150,00 (até 5/12)- 3º lote R$ 180,00 (até 30/12)- Na hora R$ 200,00 - R$ 90,00 crianças de 6 a 12 anos- Entrada franca crianças até 5 anos
VENDA ANTECIPADA:
JASMIM MANGA - Largo dos Guimarães, 143 - Santa Teresa tel: 2242-2605
MODERN SOUND - Rua Barata Ribeiro, 502 Dtel: 2548-5005
CLUBE LAGOINHA - Estrada Dom Joaquin Mamede 125 - Santa Teresatel: 2245-4322
INFORMAÇÕES E RESERVAS: - clubelagoinha@gmail.com - Tels: (21) 8757-7326 // 8848-8889
LOCAL DA FESTA:CLUBE LAGOINHA - Estrada Dom Joaquin Mamede 125 - Santa Teresa
tel: 2245-4322
2018
Esse blog aqui é muito bom!!
http://www.sfjb.blogspot.com/
eu podia só colocar ele nos meus favoritos, mas ele merecia um post.
é pra se acabar de rir!
Só com notícias de.................. 2o18!!!
Divirtam-se!
http://www.sfjb.blogspot.com/
eu podia só colocar ele nos meus favoritos, mas ele merecia um post.
é pra se acabar de rir!
Só com notícias de.................. 2o18!!!
Divirtam-se!
sábado, 20 de dezembro de 2008
Pro Ano Novo...
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De ontem em diante
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?É lavar carro com mangueira
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem...
.
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De ontem em diante
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?É lavar carro com mangueira
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem...
Vicky Cristina Barcelona
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Quinta-feira me deu a louca (?) e resolvi que teria meu último dia de farra até terminar o mestrado. (Provavelmente isso não é verdade, mas como sou eu que estou mentindo mesmo...)
Escrever é difícil. Fugir da tarefa não.
Resolvi uns problemas, tive uns compromissos cancelados e fui ao cinema, para fazer hora até meus compromissos seguintes.
Não vou fingir que entendo tudo de Woody Allen, tampouco fazer aquele comentário supermanjado : "nossa, esse filme tá super Almodóvar".
Só vou dizer que é um filme que, pra mim, foi um retrato das várias vidas que eu posso ter, que já tive, enfim, é impossível não se achar nas atitudes e nas maneiras de ver a vida dos personagens.
Vale a pena ver. muito.
Os compromissos seguintes eu não conto. Mas foram ótimos ;)
.
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Quinta-feira me deu a louca (?) e resolvi que teria meu último dia de farra até terminar o mestrado. (Provavelmente isso não é verdade, mas como sou eu que estou mentindo mesmo...)
Escrever é difícil. Fugir da tarefa não.
Resolvi uns problemas, tive uns compromissos cancelados e fui ao cinema, para fazer hora até meus compromissos seguintes.
Não vou fingir que entendo tudo de Woody Allen, tampouco fazer aquele comentário supermanjado : "nossa, esse filme tá super Almodóvar".
Só vou dizer que é um filme que, pra mim, foi um retrato das várias vidas que eu posso ter, que já tive, enfim, é impossível não se achar nas atitudes e nas maneiras de ver a vida dos personagens.
Vale a pena ver. muito.
Os compromissos seguintes eu não conto. Mas foram ótimos ;)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Jogando pro mundo
A alguém
(ou: poesia incompleta)
Se alguém estivesse procurando alguém assim como eu
Como saberia que sou eu?
Eu poderia dizer a alguém que há pouco
Me encontrei
E que não tenho medo. Não mais.
Mesmo que não estivesse procurando por alguém
E alguém aparecesse sorrindo
Sorrindo sempre
Um sorriso límpido claro e transparente
Gotinhas de chuva que caem no rosto
E encharcam a gente
Eu saberia que alguém
Poderia ser minha daqui pra frente
Mesmo que alguém me dissesse
que não sabe o que vai ser da vida
eu diria:
arrisca
(ou: poesia incompleta)
Se alguém estivesse procurando alguém assim como eu
Como saberia que sou eu?
Eu poderia dizer a alguém que há pouco
Me encontrei
E que não tenho medo. Não mais.
Mesmo que não estivesse procurando por alguém
E alguém aparecesse sorrindo
Sorrindo sempre
Um sorriso límpido claro e transparente
Gotinhas de chuva que caem no rosto
E encharcam a gente
Eu saberia que alguém
Poderia ser minha daqui pra frente
Mesmo que alguém me dissesse
que não sabe o que vai ser da vida
eu diria:
arrisca
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
RE:
RE: meu poema
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008 6:38
De:
"Maya Valeriano"Adicionar remetente à lista de contatos
Para:
"Vanessa Xisto" vanessa160383@yahoo.com.br
Ai meu deus, que medo!!!!!Pode sim (que medo!!!)até amanhã,
bjs
Maya
Date: Wed, 12 Nov 2008 11:12:11 -0800From: vanessa160383@yahoo.com.brSubject: Re: meu poemaTo: mayta27@hotmail.com
Adorei Maya!
posso colocar no meu blog?
Com as devidas referências é claro!! rs
bjão
Vanessa
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::;
POEMA SOBRE O TRABALHO
Maya Damasceno
21/09/2008
I.
E então ele trabalhava
Mesmo sentindo a estranheza do seu ser
Queria escrever em frases belas os pensamentos que passavam como imagens
Que de imagens amorfas, como sobras, não podiam nem ser pintadas
Serviam apenas para sentir e sofrer
E então ele trabalhava.
Não tinha palavras, sentia e sofria
Queria pintar os sentimentos que em frases soltas dançavam
Mas não os conseguia reter em imagens
Serviam apenas para ouvir e estranhar
E então ele trabalhava.
Não conseguia reter os sons e tocá-los
Tocar para que todos escutassem
Para que serviam as danças solitárias?
Estranhava
E então ele trabalhava.
II.
Trêmulos, os sons iam saindo aos poucos e aos poucos se transformavam em ações
Não sabia se serviam para escrever, pintar ou tocar
E sua existência ia se tornando mais concreta, se transformava em objetos
Estranhos objetos de passagem transmitindo os sentimentos solitários
Que se encontravam, e ao se encontrar se transformavam
Não mais o pertenciam
E então ele tornara a trabalhar.
Transformado, o estranhamento não lhe pareceu tão só
Sentia e sofria, mas não era tão só
Ele se pôs novamente a trabalhar.
A angústia dos sentimentos solitários não mais o consumia
Restava apenas aquela que, por sentir e sofrer, não se podia desvencilhar
Apenas transformá-la em ações e objetos sutis
E pôr-se novamente a trabalhar.
***
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008 6:38
De:
"Maya Valeriano"
Para:
"Vanessa Xisto" vanessa160383@yahoo.com.br
Ai meu deus, que medo!!!!!Pode sim (que medo!!!)até amanhã,
bjs
Maya
Date: Wed, 12 Nov 2008 11:12:11 -0800From: vanessa160383@yahoo.com.brSubject: Re: meu poemaTo: mayta27@hotmail.com
Adorei Maya!
posso colocar no meu blog?
Com as devidas referências é claro!! rs
bjão
Vanessa
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::;
POEMA SOBRE O TRABALHO
Maya Damasceno
21/09/2008
I.
E então ele trabalhava
Mesmo sentindo a estranheza do seu ser
Queria escrever em frases belas os pensamentos que passavam como imagens
Que de imagens amorfas, como sobras, não podiam nem ser pintadas
Serviam apenas para sentir e sofrer
E então ele trabalhava.
Não tinha palavras, sentia e sofria
Queria pintar os sentimentos que em frases soltas dançavam
Mas não os conseguia reter em imagens
Serviam apenas para ouvir e estranhar
E então ele trabalhava.
Não conseguia reter os sons e tocá-los
Tocar para que todos escutassem
Para que serviam as danças solitárias?
Estranhava
E então ele trabalhava.
II.
Trêmulos, os sons iam saindo aos poucos e aos poucos se transformavam em ações
Não sabia se serviam para escrever, pintar ou tocar
E sua existência ia se tornando mais concreta, se transformava em objetos
Estranhos objetos de passagem transmitindo os sentimentos solitários
Que se encontravam, e ao se encontrar se transformavam
Não mais o pertenciam
E então ele tornara a trabalhar.
Transformado, o estranhamento não lhe pareceu tão só
Sentia e sofria, mas não era tão só
Ele se pôs novamente a trabalhar.
A angústia dos sentimentos solitários não mais o consumia
Restava apenas aquela que, por sentir e sofrer, não se podia desvencilhar
Apenas transformá-la em ações e objetos sutis
E pôr-se novamente a trabalhar.
***
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Qual é a boa?
A boa desse fim de semana é o desfile do Cordão do Bola preta saindo da Cinelândia, passando pela lapa chegando ao lavradio. É o desfilo do pólo do Rio Antigo. Várias alas, representando as várias casas noturnas da região virão atrás dos músicos, contando a história dessa área através dos tempos.
Sábado: 15/11 a partir das 15:00
A outra boa, da semana que vem é:
Doe seu lixo por música.
A idéia da ONG Doe seu lixo é trocar lixo por ingressos para assistir a um super show na praça da apoteose no dia 21/11. Detalhes no site: http://www.doeseulixopormusica.org.br/hotsite/
é isso, valeu.
Sábado: 15/11 a partir das 15:00
A outra boa, da semana que vem é:
Doe seu lixo por música.
A idéia da ONG Doe seu lixo é trocar lixo por ingressos para assistir a um super show na praça da apoteose no dia 21/11. Detalhes no site: http://www.doeseulixopormusica.org.br/hotsite/
é isso, valeu.
sábado, 8 de novembro de 2008
Falapalavra e Pedro Rocha
Foi um desses acasos ótimos que acontecem na vida. Gosto muito da banda Chicas, e um de seus instrumentistas acompanhantes é Pedro Rocha. Nos shows, a Amora Pêra costuma declamar um poema dele chamado "O melhor do namoro é quando acaba":
"O melhor do namoro é quando acaba
é poder ver com bons olhos
aquela pessoa que você passou a odiar tanto.
O melhor do nó é desatar.
Bom, é se entender.
Não que eu queira tudo pronto
mas o silênci0 é um alívio.
E a melhor coisa do melhor dia da sua vida
é quando chega a hora de dormir".
Mas eu ainda não conhecia nada sobre ele praticamente, até ele mesmo colocar esse vídeo sobre o evento FALAPALAVRA que aconteceu no uruguai, acho:
http://www.youtube.com/watch?v=lAuSPLVthuw
Ai procurei saber um pouco mais. Pedro Rocha fez parte do CEP 20.000, Centro de Experimentação Poética criado por Chacal, Guilherme Zarvos e Guilherme Levi, no começo da década de 90. Esse ano completou 18 anos. Acontece (quase) sempre no Espaço Sérgio Porto no Humaitá.
CEP 20.000: http://cep.zip.net/
Enfim, no próximo que tiver eu vou.
Comprem o Livro "11" do Pedro Rocha: Editora Azougue:
http://www.azougue.com.br/produto/67/
"O melhor do namoro é quando acaba
é poder ver com bons olhos
aquela pessoa que você passou a odiar tanto.
O melhor do nó é desatar.
Bom, é se entender.
Não que eu queira tudo pronto
mas o silênci0 é um alívio.
E a melhor coisa do melhor dia da sua vida
é quando chega a hora de dormir".
Mas eu ainda não conhecia nada sobre ele praticamente, até ele mesmo colocar esse vídeo sobre o evento FALAPALAVRA que aconteceu no uruguai, acho:
http://www.youtube.com/watch?v=lAuSPLVthuw
Ai procurei saber um pouco mais. Pedro Rocha fez parte do CEP 20.000, Centro de Experimentação Poética criado por Chacal, Guilherme Zarvos e Guilherme Levi, no começo da década de 90. Esse ano completou 18 anos. Acontece (quase) sempre no Espaço Sérgio Porto no Humaitá.
CEP 20.000: http://cep.zip.net/
Enfim, no próximo que tiver eu vou.
Comprem o Livro "11" do Pedro Rocha: Editora Azougue:
http://www.azougue.com.br/produto/67/
Poemas[II]
II
Se ela soubesse o que eu sei sobre ela
Sob nós não restariam dúvidas
Ah, se ela soubesse
E meu mundo a envolvesse
E num segundo a pena da pluma caísse
E dissolvesse
Meus pensamentos
Num só poema
Que seria só dela
Para ela
Ela
Lá:
E de mais ninguém.
Se ela soubesse o que eu sei sobre ela
Sob nós não restariam dúvidas
Ah, se ela soubesse
E meu mundo a envolvesse
E num segundo a pena da pluma caísse
E dissolvesse
Meus pensamentos
Num só poema
Que seria só dela
Para ela
Ela
Lá:
E de mais ninguém.
Poemas [I]
I
Voa vida,
Leve, vai
“No meio do caminho tem uma pedra”
Mas ai, se a pedra me soubesse!
Criaria pernas pra que te quero
Quero muito, vem pra perto
Te peço
E que ninguém me impeça!
Voa leve vida
Vai!
Busca na flor um cheirinho
Na loucura o meu ninho
Devagar
De va gar
Divagar sobre o oceano
Cantar o nó sem tamanho
Saltar no escuro da noite
Vai vida!
Voa leve!
Já é de manhã
E a saudade nem mais se percebe
Ao meu redor
Tudo é faísca
Luz, chamusca
Pisca
Pisca
Pisca
E vira sol.
Voa vida,
Leve, vai
“No meio do caminho tem uma pedra”
Mas ai, se a pedra me soubesse!
Criaria pernas pra que te quero
Quero muito, vem pra perto
Te peço
E que ninguém me impeça!
Voa leve vida
Vai!
Busca na flor um cheirinho
Na loucura o meu ninho
Devagar
De va gar
Divagar sobre o oceano
Cantar o nó sem tamanho
Saltar no escuro da noite
Vai vida!
Voa leve!
Já é de manhã
E a saudade nem mais se percebe
Ao meu redor
Tudo é faísca
Luz, chamusca
Pisca
Pisca
Pisca
E vira sol.
domingo, 2 de novembro de 2008
Sobre o que não é meu
onde o sentido está contido ?comigo ? contigo ?onde andará o sentido ?sentado à beira do abismo ?abismado com tanto cinismo ?onde andará o sentido ?sentado no cais a ver navios ?no meio do mar à deriva ?onde o sentido se esquiva ?(Chacal)
terça-feira, 14 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Postando diretamente da UERJ
Estou na UERJ.
Vir para cá é algo que me aborrece profundamente, mas nesse momento de vida é fundamental para que eu volte a me organizar. Assisti aula de manhã, fui para a sala de estudos da biblioteca do 9o andar a tarde (para estudar), para em seguida, partir para o cursinho do TJ que estou fazendo em Botafogo à noite.
Pois muito bem. A UERJ está em greve. logo, a universidade fica bem mais vazia, pois não há aulas para a graduação, e os pouco setores que ainda funcionam estão no esquema tartaruga, funcionando mal, pela metade, etc. Tudo isso já é conhecido. Na verdade depois de 5 anos de graduação e 7 de UERJ (somando o mestrado) vc já viu praticamente de tudo, e se não viu, pelo menos já ouviu falar que já aconteceu.
Estava lá sentada na sala de estudos, por volta das 13:30 e - pasmem- estava estudando, quando de repente entra um grupo de estudantes por volta dos 19, 20 anos de idade, senão menos, na sala. Já achei estranho. O que estudantes dessa idade, provavelmente nos primeiros anos da faculdade, isso se estavam na faculdade, estavam fazendo ali, em plena greve? Estudando?? Pensei comigo: "Que coisa incrível!"
Mas logo percebi que não era esse exatamente o objetivo deles. Num determinado momento, uma das pessoas que já estava na sala antes de mim saiu um pouco irritada, e não percebi pq... mas logo a adiante viria a resposta: eram 2 casais. um sentou nos fundos das salas (essas salas tem mesas com divisórias altas, se vc entra não dá pra ver quem está no fundo) e o outro na minha diagonal.
Ao me distrair, percebi que o casal na minha diagonal estava sentado de frente um para o outro. E ao parar para reparar no pq deles estarem sentados dessa forma, é que percebi um movimento de mãos frenético, e vi que eles estavam se pegando, LITERALMENTE! masturbando mesmo!
Fiquei puta, sai para pedir à bibliotecária que pedisse aos dois que se retirassem, e foi ai que percebi que provavelmente a pessoa que tinha saído da sala antes irritada tinha saído pq o outro casal deveria estar fazendo a mesma coisa, só que nos fundos.
Fiquei muito irritada mesmo. Ora, então sou eu quem deveria sair da sala, para que eles pudessem fazer da biblioteca um motel? Já tinha ouvido falar que as salas de estudos recebiam essas pessoas com hormônios à flor da pele, mas presenciar, nunca.
Esses estudantes pseudomilitantes que habitam a UERJ adoram encher a boca pra dizer que o reitor e o Sérgio Cabral estão fudendo com a UERJ mas no final das contas, eles fazem a mesma coisa. só que no sentido literal do termo. E eu ainda tive que aturar carinhas emburradas e barulhinhos de indignação, como se Eu estivesse errada por querer usar aquele espaço para o que ele realmente serve. Isso se não falaram outras coisas tb.
As pessoas hoje vivem no imperativo do prazer imediato, do aqui agora,do egoísmo, do individualismo e de vários outros "ísmos". Não importam os outros, só importa aquilo que eles querem, no momento em que eles querem. A gente se deixa levar por essa onda e nem percebe, e no fim das contas, o que sobra é isso. As pessoas estão cada vez mais solitárias, não formam vínculos, querem o gozo imediato e partir para o próximo,e o próximo...
quando que isso acaba?
isso acaba???
Vir para cá é algo que me aborrece profundamente, mas nesse momento de vida é fundamental para que eu volte a me organizar. Assisti aula de manhã, fui para a sala de estudos da biblioteca do 9o andar a tarde (para estudar), para em seguida, partir para o cursinho do TJ que estou fazendo em Botafogo à noite.
Pois muito bem. A UERJ está em greve. logo, a universidade fica bem mais vazia, pois não há aulas para a graduação, e os pouco setores que ainda funcionam estão no esquema tartaruga, funcionando mal, pela metade, etc. Tudo isso já é conhecido. Na verdade depois de 5 anos de graduação e 7 de UERJ (somando o mestrado) vc já viu praticamente de tudo, e se não viu, pelo menos já ouviu falar que já aconteceu.
Estava lá sentada na sala de estudos, por volta das 13:30 e - pasmem- estava estudando, quando de repente entra um grupo de estudantes por volta dos 19, 20 anos de idade, senão menos, na sala. Já achei estranho. O que estudantes dessa idade, provavelmente nos primeiros anos da faculdade, isso se estavam na faculdade, estavam fazendo ali, em plena greve? Estudando?? Pensei comigo: "Que coisa incrível!"
Mas logo percebi que não era esse exatamente o objetivo deles. Num determinado momento, uma das pessoas que já estava na sala antes de mim saiu um pouco irritada, e não percebi pq... mas logo a adiante viria a resposta: eram 2 casais. um sentou nos fundos das salas (essas salas tem mesas com divisórias altas, se vc entra não dá pra ver quem está no fundo) e o outro na minha diagonal.
Ao me distrair, percebi que o casal na minha diagonal estava sentado de frente um para o outro. E ao parar para reparar no pq deles estarem sentados dessa forma, é que percebi um movimento de mãos frenético, e vi que eles estavam se pegando, LITERALMENTE! masturbando mesmo!
Fiquei puta, sai para pedir à bibliotecária que pedisse aos dois que se retirassem, e foi ai que percebi que provavelmente a pessoa que tinha saído da sala antes irritada tinha saído pq o outro casal deveria estar fazendo a mesma coisa, só que nos fundos.
Fiquei muito irritada mesmo. Ora, então sou eu quem deveria sair da sala, para que eles pudessem fazer da biblioteca um motel? Já tinha ouvido falar que as salas de estudos recebiam essas pessoas com hormônios à flor da pele, mas presenciar, nunca.
Esses estudantes pseudomilitantes que habitam a UERJ adoram encher a boca pra dizer que o reitor e o Sérgio Cabral estão fudendo com a UERJ mas no final das contas, eles fazem a mesma coisa. só que no sentido literal do termo. E eu ainda tive que aturar carinhas emburradas e barulhinhos de indignação, como se Eu estivesse errada por querer usar aquele espaço para o que ele realmente serve. Isso se não falaram outras coisas tb.
As pessoas hoje vivem no imperativo do prazer imediato, do aqui agora,do egoísmo, do individualismo e de vários outros "ísmos". Não importam os outros, só importa aquilo que eles querem, no momento em que eles querem. A gente se deixa levar por essa onda e nem percebe, e no fim das contas, o que sobra é isso. As pessoas estão cada vez mais solitárias, não formam vínculos, querem o gozo imediato e partir para o próximo,e o próximo...
quando que isso acaba?
isso acaba???
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Brincando em cima daquilo
domingo, 5 de outubro de 2008
é assim
A solidão é uma coisa engraçada.
Por que a gente reclama dela, mas no final, foi a gente mesmo que buscou.
Eu busquei ela, depois de um relacionamento terminar... mas ser assim é fácil, é cômodo.
Busquei novas formas de me relacionar... e aprendi muito com isso. E hoje elas fazem parte de mim. Fiz um salto enorme... e depois, acho que me escondi.
Eu me acomodei. E a partir daí, acho que esqueci como se faz pra estar disponível para um relacionamento.
Tenho a sensação constante de que respiro uma não-vontade, um não-esforço, talvez até mesmo uma preguiça de estar com o outro. Estar com o outro exige uma disponibilidade que não é possível... assim, mesmo que eu queira dentro da minha cabeça, as minhas atitudes me levam a me envolver com pessoas que não desejam o mesmo que só eu vejo na minha cabeça, e sim, com pessoas que se identificam com as minhas atitudes. E ai, eu me f...
queria sair do não-lugar... encontrar espaço pra que a felicidade que eu vejo na minha cabeça corresponda ao que o meu corpo mostra... e assim encontrar alguém que queira compartilhar isso comigo.
Por que a gente reclama dela, mas no final, foi a gente mesmo que buscou.
Eu busquei ela, depois de um relacionamento terminar... mas ser assim é fácil, é cômodo.
Busquei novas formas de me relacionar... e aprendi muito com isso. E hoje elas fazem parte de mim. Fiz um salto enorme... e depois, acho que me escondi.
Eu me acomodei. E a partir daí, acho que esqueci como se faz pra estar disponível para um relacionamento.
Tenho a sensação constante de que respiro uma não-vontade, um não-esforço, talvez até mesmo uma preguiça de estar com o outro. Estar com o outro exige uma disponibilidade que não é possível... assim, mesmo que eu queira dentro da minha cabeça, as minhas atitudes me levam a me envolver com pessoas que não desejam o mesmo que só eu vejo na minha cabeça, e sim, com pessoas que se identificam com as minhas atitudes. E ai, eu me f...
queria sair do não-lugar... encontrar espaço pra que a felicidade que eu vejo na minha cabeça corresponda ao que o meu corpo mostra... e assim encontrar alguém que queira compartilhar isso comigo.
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Sobre o relacionar-se,
Vanessa
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
II Encontro de Arte e Saúde Mental
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Coisas que ninguém aguenta mais
1 - 50 anos da bossa nova
2 - A última da Amy
3 - Beija - Flor campeã do Carnaval
4 - Britney (pelo conjunto da obra)
5 - O drama na compra de ingressos para o show da Madonna.
e ai? Gostou? Faça seu top 5 aqui tb.
2 - A última da Amy
3 - Beija - Flor campeã do Carnaval
4 - Britney (pelo conjunto da obra)
5 - O drama na compra de ingressos para o show da Madonna.
e ai? Gostou? Faça seu top 5 aqui tb.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Sem mais
Sem ter muito o que escrever no momento.
Meio vazia de assuntos, meio lenta de raciocínios,
sonolenta, ô vida sonolenta.
Meio vazia de assuntos, meio lenta de raciocínios,
sonolenta, ô vida sonolenta.
domingo, 14 de setembro de 2008
Quem sou eu (agora?) II
PROSA PATÉTICA
Viviane Mosé
"Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança.Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça".
Viviane Mosé
"Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança.Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça".
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Finais 2009
Finais de samba enredo:
11 de outubro (sábado) - Acadêmicos do Salgueiro e Unidos do Viradouro
12 de outubro (domingo) - Unidos do Porto da Pedra
15 de outubro (quarta-feira) - Imperatriz Leopoldinense
16 de outubro (quinta-feira) - Beija Flor de Nilópolis
17 de outubro (sexta-feira) - Unidos de Vila Isabel, Portela e Grande Rio
18 de outubro (sábado) - Mangueira e Unidos da Tijuca
19 de outubro (domingo) - Mocidade Independente
11 de outubro (sábado) - Acadêmicos do Salgueiro e Unidos do Viradouro
12 de outubro (domingo) - Unidos do Porto da Pedra
15 de outubro (quarta-feira) - Imperatriz Leopoldinense
16 de outubro (quinta-feira) - Beija Flor de Nilópolis
17 de outubro (sexta-feira) - Unidos de Vila Isabel, Portela e Grande Rio
18 de outubro (sábado) - Mangueira e Unidos da Tijuca
19 de outubro (domingo) - Mocidade Independente
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Coisas que você sempre teve curiosidade de saber
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Almoços criativos IV
12:50 da tarde. Atrasada para um compromisso na Fiocruz.
Mãe: Não tem almoço hoje, se vira ai. Esquenta uma lasanha (congelada).
Eu: ¬¬ Não dá mais tempo.
Mãe: Vai sair com fome?
Eu: Vou.
Mãe: Não tem almoço hoje, se vira ai. Esquenta uma lasanha (congelada).
Eu: ¬¬ Não dá mais tempo.
Mãe: Vai sair com fome?
Eu: Vou.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Um pontinho de interrogação
Eu ando tão confusa sobre o que fazer com a minha vida atualmente, e sobre quem sou, que eu acho que é capaz de eu me perder na rua e não lembrar o caminho de volta.
Tenho estado tão confusa, que me esforço constantemente para me perder, mas nesse esforço, só acho realidade. To tão cansada de realidade. Eu preciso viver de sonho um pouquinho e acho que esqueci como se faz. Logo eu, que sempre vivi com a cabeça no mundo da lua (como boa pisciana) sempre tive idéias mirabolantes, com capacidade de execução inversamente proporcional.
Eu me impressiono como o trabalho pode exercer uma função tão importante na vida de uma pessoa. Tem gente que vive pra trabalhar. Tem gente que trabalha pra viver. Já eu, só estou viva se estou trabalhando, e se não estou, estou perdida.
Estou furando com meus amigos, já não sou tão presente, nem tão prestativa, nem tão idealista, nem tão sonhadora, porém agora sou muito mais cética, muito mais acomodada, muito mais triste.
E o problema, é quando você fica triste. Por que fica sem perspectiva. e ai.... perdida mais uma vez.
Sei lá.
Tenho estado tão confusa, que me esforço constantemente para me perder, mas nesse esforço, só acho realidade. To tão cansada de realidade. Eu preciso viver de sonho um pouquinho e acho que esqueci como se faz. Logo eu, que sempre vivi com a cabeça no mundo da lua (como boa pisciana) sempre tive idéias mirabolantes, com capacidade de execução inversamente proporcional.
Eu me impressiono como o trabalho pode exercer uma função tão importante na vida de uma pessoa. Tem gente que vive pra trabalhar. Tem gente que trabalha pra viver. Já eu, só estou viva se estou trabalhando, e se não estou, estou perdida.
Estou furando com meus amigos, já não sou tão presente, nem tão prestativa, nem tão idealista, nem tão sonhadora, porém agora sou muito mais cética, muito mais acomodada, muito mais triste.
E o problema, é quando você fica triste. Por que fica sem perspectiva. e ai.... perdida mais uma vez.
Sei lá.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Ininteligível
"Aí está ele, o mar, o mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões".
Clarisse Lispector.
(eu fui na exposição, lálálá-lá)
Clarisse Lispector.
(eu fui na exposição, lálálá-lá)
domingo, 31 de agosto de 2008
Quem sou eu?
A internet é muito engraçada. Ela te proporciona uns momentos filosóficos muito interessantes. Por exemplo, quem está acostumado com o Orkut, geralmente está sempre respondendo a pergunta: Quem sou eu?
Ela abre seu perfil, expõe quem você (pensa que) é, enfim, seu cartão de visitas.
Tem gente que responde facilmente. Tem gente que prefere nem responder. Tem gente que faz desenhos, põe textos (como é difícil dizer, por a gente mesmo, quem a gente é! Parece que tem sempre alguém que consegue falar melhor do que nós).
Eu acho que eu finalmente consegui fazer um "quem sou eu", no orkut, mais próximo de mim. Mesmo através das palavras dos outros.
Mas em um exercício de tentar explicar, vou criar uma novo tópico. Lá vem.
Ela abre seu perfil, expõe quem você (pensa que) é, enfim, seu cartão de visitas.
Tem gente que responde facilmente. Tem gente que prefere nem responder. Tem gente que faz desenhos, põe textos (como é difícil dizer, por a gente mesmo, quem a gente é! Parece que tem sempre alguém que consegue falar melhor do que nós).
Eu acho que eu finalmente consegui fazer um "quem sou eu", no orkut, mais próximo de mim. Mesmo através das palavras dos outros.
Mas em um exercício de tentar explicar, vou criar uma novo tópico. Lá vem.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Sobre o 'entre'.
Depois de ficar tanto tempo vivendo no 'entre',
entre a Faculdade e a vida profissional de fato;
entre a dependência e a independência;
entre o término e o início;
Você começa a se perguntar se o caminho, se o 'entre' não possui uma função. O que é que tá acontecendo? O que é que a vida tá me mostrando agora que eu não to vendo?
aceito sugestões.
entre a Faculdade e a vida profissional de fato;
entre a dependência e a independência;
entre o término e o início;
Você começa a se perguntar se o caminho, se o 'entre' não possui uma função. O que é que tá acontecendo? O que é que a vida tá me mostrando agora que eu não to vendo?
aceito sugestões.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Como comentar o nado sincronizado.
Primeiro diga: Essa dupla da/de (nome do país) deixou muito a desejar. (Essa frase é muito importante, todos os comentários começaram com ela, logo devo imaginar que denote um domínio muito grande do que estava acontecendo).
Puxe o saco da Rússia, da China, da Espanha, demonstre uma leve frustração com a apresenação da França e por fim,
Faça comentários bacaninhas mas um tanto em cima do muro sobre a apresentação do Brasil.
Ah, fala sério.
Lara Teixeira e Nayara Figueira, mó orgulho viu?
Lara é minha vizinha desde que era pingo. Uma menina muito bacana, merece muito sucesso.
Um beijo pra elas e sucesso hoje na rotina livre!
Puxe o saco da Rússia, da China, da Espanha, demonstre uma leve frustração com a apresenação da França e por fim,
Faça comentários bacaninhas mas um tanto em cima do muro sobre a apresentação do Brasil.
Ah, fala sério.
Lara Teixeira e Nayara Figueira, mó orgulho viu?
Lara é minha vizinha desde que era pingo. Uma menina muito bacana, merece muito sucesso.
Um beijo pra elas e sucesso hoje na rotina livre!
Uma homenagem.
João Valentão
Composição: Dorival Caymmi
João Valentão é brigão
Pra dar bofetão
Não presta atenção e nem pensa na vida
A todos João intimida
Faz coisas que até Deus duvida
Mas tem seu momento na vida
É quando o sol vai quebrando
Lá pro fim do mundo pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das ondas na beira do mar
É quando o cansaço da lida da vida
Obriga João se sentar
É quando a morena se encolhe
Se chega pro lado querendo agradar
Se a noite é de lua
A vontade é contar mentira
É se espreguiçar
Deitar na areia da praia
Que acaba onde a vista não pode alcançar
E assim adormece esse homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo do que sua terra.
não há.
Composição: Dorival Caymmi
João Valentão é brigão
Pra dar bofetão
Não presta atenção e nem pensa na vida
A todos João intimida
Faz coisas que até Deus duvida
Mas tem seu momento na vida
É quando o sol vai quebrando
Lá pro fim do mundo pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das ondas na beira do mar
É quando o cansaço da lida da vida
Obriga João se sentar
É quando a morena se encolhe
Se chega pro lado querendo agradar
Se a noite é de lua
A vontade é contar mentira
É se espreguiçar
Deitar na areia da praia
Que acaba onde a vista não pode alcançar
E assim adormece esse homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo do que sua terra.
não há.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
ahhhhhhhh!!!!!!!!!
01:30 da manhã de sexta-feira, 15/08/2008
Handebol feminino, Vôlei Feminino e Ginástica Artística. AO MESMO TEMPO. Deu tilt na mão, fiquei sem canal, doidinha mesmo? Q absurdo, como que a gente torce assim?
Acho que me redimi. Resolvi ver o Handebol. Elas ganharam da Coréia do sul por 1 gol de diferença.
Há! eu vi a prova de Caiaque do Brasil.
Vi o Brasil ganhar o último set do Casaquistão por 27 a 25 depois de ter ganho o segundo por 25 a 6.
Será que só eu vi que se o João Gabriel Schlittler continuasse usando a técnica de sacrifício no Cubano a parada ia ficar manjada ?? Perdeu. Perdeu de novo depois, pro Francês. "Dá zero pra ele professorrrrrrrrrrr"
eeeeeee...........................................é isso ai.
Handebol feminino, Vôlei Feminino e Ginástica Artística. AO MESMO TEMPO. Deu tilt na mão, fiquei sem canal, doidinha mesmo? Q absurdo, como que a gente torce assim?
Acho que me redimi. Resolvi ver o Handebol. Elas ganharam da Coréia do sul por 1 gol de diferença.
Há! eu vi a prova de Caiaque do Brasil.
Vi o Brasil ganhar o último set do Casaquistão por 27 a 25 depois de ter ganho o segundo por 25 a 6.
Será que só eu vi que se o João Gabriel Schlittler continuasse usando a técnica de sacrifício no Cubano a parada ia ficar manjada ?? Perdeu. Perdeu de novo depois, pro Francês. "Dá zero pra ele professorrrrrrrrrrr"
eeeeeee...........................................é isso ai.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Eu atrapalho o Brasil.
Sério. Resolvi acompanhar as olimpíadas. Virei uma dessas pessoas que, como diz o Xexéo, não tão nem aí pra Guerra Geórgia X Rússia, tão cagando pro Daniel Dantas, pro STJ e pro caso das algemas. Virei uma pessoa sequelada dessas que vira a noite acompanhando Judô, Vela, Concurso completo de equitação, Vôleis variados, badminton, peteca, bolinha de gude, iô-iô etc.
Só que quando eu vejo, o Brasil perde.
Sério [2]. Ainda não tinha visto a Ana Paula e a Larissa jogarem. Ai elas estavam assim se superando, ganhando apesar da falta de entrosamento e tal. Daí resolvi ver. Perderam. Resolvi ver o jogo de Vôlei masculino contra a Rússia. Até o primeiro set eles estavam ganhando. Mas eu não estava vendo. Quando resolvi parar pra ver, a Rússia virou e fez 3 a 1!!
Todos os judocas Brasileiros até a hora em que resolvi ver suas lutas estavam ganhando de Ippon de todos os seus adversários. Quando parava pra ver, pronto. Já era. Perdeu Playboy. A pobre da Edinancy, coitada, nem teve chance. Liguei a TV numa de suas primeiras lutas.
é isso ai. Acho que é melhor voltar a domir cedo. ( Ou seja, as 02:00)
Só que quando eu vejo, o Brasil perde.
Sério [2]. Ainda não tinha visto a Ana Paula e a Larissa jogarem. Ai elas estavam assim se superando, ganhando apesar da falta de entrosamento e tal. Daí resolvi ver. Perderam. Resolvi ver o jogo de Vôlei masculino contra a Rússia. Até o primeiro set eles estavam ganhando. Mas eu não estava vendo. Quando resolvi parar pra ver, a Rússia virou e fez 3 a 1!!
Todos os judocas Brasileiros até a hora em que resolvi ver suas lutas estavam ganhando de Ippon de todos os seus adversários. Quando parava pra ver, pronto. Já era. Perdeu Playboy. A pobre da Edinancy, coitada, nem teve chance. Liguei a TV numa de suas primeiras lutas.
é isso ai. Acho que é melhor voltar a domir cedo. ( Ou seja, as 02:00)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Músicas legais.
Nothing But a Song
Tiago Iorc
Composição: Indisponível
I read your mind a thousand times
Exempt myself from alibis
Surrender to me softly
You're trying to find a different side on me
You see this life
As nothing but a song without no rime
(2X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
Devote myself with compromise
Selfishly lying, giving bad advice
Surrender to me once again
You're trying to find a boy inside a man
You ask me why
We suffocate our lives beneath the sky
(2X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
Maybe we're losing all reason in our silly fights
Maybe this time it'll seem right
I wanna tell you ‘boutThe day we first met and
How I feel when you're holding me tight
Oh, and how you've changed my life
(4X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
Tiago Iorc
Composição: Indisponível
I read your mind a thousand times
Exempt myself from alibis
Surrender to me softly
You're trying to find a different side on me
You see this life
As nothing but a song without no rime
(2X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
Devote myself with compromise
Selfishly lying, giving bad advice
Surrender to me once again
You're trying to find a boy inside a man
You ask me why
We suffocate our lives beneath the sky
(2X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
Maybe we're losing all reason in our silly fights
Maybe this time it'll seem right
I wanna tell you ‘boutThe day we first met and
How I feel when you're holding me tight
Oh, and how you've changed my life
(4X)
Hum dap dararahHum dap dararah oh
sábado, 9 de agosto de 2008
Faxina.
é isso ai.. dando uma repaginada...
por um visual mais clean...
um blog mais arrumadinho, q de bagunçada já basta eu.
por um visual mais clean...
um blog mais arrumadinho, q de bagunçada já basta eu.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Confirmado!

(Será messssmo??)
Confirmadas datas de shows no Brasil
Os shows da nova turnê de Madonna, 'Sticky & Sweet Tour', estão confirmados no Brasil. As apresentações acontecerão no dia 14 de dezembro, no Maracanã, Rio de Janeiro, e nos dias 18, 20 e 21 de dezembro, no estádio do Morumbi, em São Paulo.
Ainda não foram definidos os preços dos ingressos nem quando e onde eles serão vendidos. A turnê deverá custar aproximadamente US$ 20 milhões, sendo que 96% da bilheteria ficará com a empresa Live Nation, que empresaria a cantora.
A turnê tem como base o novo álbum 'Hard Candy' e os shows começarão por Cardiff, no País de Gales, dia 23 de agosto.
Fonte: Yahoo.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
xiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Comercial da novela das 7.
Aparece o narrador falando que amanhã vai passar Matilda (pela quinquilhonésima vez) na sessão da tarde (aquele filme antiiiiigo da menina fofa que tem poderes especiais).
Mãe: Já pensou, ter poderes especiais?! xiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuu (ai ela faz uns barulhinhos assim de quem tá voando, e tal) - Que nem no Heroes!!!
Eu: é, já pensou?
Mãe: Ou então assim, que nem a Mulher Maravilha??
Eu: é, que nem a mulher maravilha.
esqueci o resto da conversa, mas foi muito engraçada rs.
Aparece o narrador falando que amanhã vai passar Matilda (pela quinquilhonésima vez) na sessão da tarde (aquele filme antiiiiigo da menina fofa que tem poderes especiais).
Mãe: Já pensou, ter poderes especiais?! xiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuu (ai ela faz uns barulhinhos assim de quem tá voando, e tal) - Que nem no Heroes!!!
Eu: é, já pensou?
Mãe: Ou então assim, que nem a Mulher Maravilha??
Eu: é, que nem a mulher maravilha.
esqueci o resto da conversa, mas foi muito engraçada rs.
Esse cara me conhece.
"...Quantas vezes, para nos protegermos, sacrificamos um princípio que é para nós essencial, algo sem o qual, no fundo, não somos mais aquele "nós" que queríamos proteger? Quantas vezes os atos com os quais pensamos nos preservar destroem nosso âmago talvez mais do que o perigo contra o qual reagimos? Os exemplos estão na história de cada um. São as covardias das quais somos capazes em nome de uma necessidade de defesa ou de preservação. É melhor sermos derrotados, perdermos um emprego, perdermos um amor ou, então, "ganharmos a parada" com um gesto que nos extravia, que nos torna, aos nossos próprios olhos, indignos do amor que queríamos resguardar e conservar ou do poder que queríamos manter ou conquistar?"
Contardo Calligaris - Folha de São Paulo, 24/07/2008
(Sim, existe outro jornal além do O Globo, muito bom por sinal)
Contardo Calligaris - Folha de São Paulo, 24/07/2008
(Sim, existe outro jornal além do O Globo, muito bom por sinal)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Os outros e eu.
"O meu caminho é o outro, é os outros...."
Fico tentando me convencer de que tudo pelo que tenho passado nos últimos meses têm sido bom para meu aprendizado, que as pessoas que passaram pela minha vida ou que ainda estão fazem parte de uma parte significativa desse aprendizado, e que se chegaram até mim, foi por um motivo, para que eu entendesse algo.
E tudo certo, eu tava entendendo, mas agora, estou cansada de entender. Estou cansada de ouvir. To muito cansada. Mesmo. To cansada até de fingir que eu entendo, coisa que percebi que estava acontecendo mais do que o entendimento propriamente dito.
Ele que tava certo:
"Não ouse roubar a minha solidão se você não for capaz de me oferecer real companhia." (Nietzsche)
To tirando férias do aprendizado pessoal. Agora quero perto de mim pessoalmente, ou virtualmente, aquelas pessoas que querem estar perto de mim. E elas existem, graças a Deus.
Então é isso.
Fico tentando me convencer de que tudo pelo que tenho passado nos últimos meses têm sido bom para meu aprendizado, que as pessoas que passaram pela minha vida ou que ainda estão fazem parte de uma parte significativa desse aprendizado, e que se chegaram até mim, foi por um motivo, para que eu entendesse algo.
E tudo certo, eu tava entendendo, mas agora, estou cansada de entender. Estou cansada de ouvir. To muito cansada. Mesmo. To cansada até de fingir que eu entendo, coisa que percebi que estava acontecendo mais do que o entendimento propriamente dito.
Ele que tava certo:
"Não ouse roubar a minha solidão se você não for capaz de me oferecer real companhia." (Nietzsche)
To tirando férias do aprendizado pessoal. Agora quero perto de mim pessoalmente, ou virtualmente, aquelas pessoas que querem estar perto de mim. E elas existem, graças a Deus.
Então é isso.
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Sobre o relacionar-se,
Vanessa
Sobre mim II
"Não é à toa que entendo os que buscam caminho. Como busquei arduamente o meu! E como hoje busco com sofreguidão e aspereza o meu melhor modo de ser, o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho. Eu que tinha querido. O Caminho, com letra maiúscula, hoje me agarro ferozmente à procura de um modo de andar, de um passo certo. Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores, o atalho onde eu seja finalmente eu, isso não encontrei. Mas sei de uma coisa: meu caminho não sou eu, é outro, é os outros. Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada".
Clarice Lispector
Clarice Lispector
sábado, 2 de agosto de 2008
Titia
Tia Geni
Segue poesia da Tia Geni. Renomada escritora internacional.
Canção insone
Os meus olhos somente olham no escuro/As lágrimas que correm e caem/Caem por dentro/pois tiveram de achar outros caminhos/caminhos que só eu vejo/Os meus olhos só olham a noite /e pela a janela a madrugada/vislumbram um sem mundo e sem sorte/Sigo, com olhos abertos, cansados e tensos/Os meus olhos pensam e pensam noite adentro/A angústia da vida, em espera,/Constante pelo momento em que insones sejam apenas a alegria e o contentamento.
De Fevereiro / 2008
Segue poesia da Tia Geni. Renomada escritora internacional.
Canção insone
Os meus olhos somente olham no escuro/As lágrimas que correm e caem/Caem por dentro/pois tiveram de achar outros caminhos/caminhos que só eu vejo/Os meus olhos só olham a noite /e pela a janela a madrugada/vislumbram um sem mundo e sem sorte/Sigo, com olhos abertos, cansados e tensos/Os meus olhos pensam e pensam noite adentro/A angústia da vida, em espera,/Constante pelo momento em que insones sejam apenas a alegria e o contentamento.
De Fevereiro / 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
tá;
Tá, o meu blog é rosa.
o que eu faço com esse rosa? Quero q alguém me pinte e que me diga de que cor eu estou, pois já não me enxergo mais;
é isso q dá escrever 3:18 da manhã
o que eu faço com esse rosa? Quero q alguém me pinte e que me diga de que cor eu estou, pois já não me enxergo mais;
é isso q dá escrever 3:18 da manhã
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Nome próprio
Hoje eu vi o filme novo da Leandra Leal, "Nome próprio".
Tem que ver. é um filme que se você tem o costume de escrever, mas assim, escrever em blog, tem que ver.
Por que é ai que a gente descobre que escrever não é uma ação isolada. Não dá. Não dá pra estar distante das palavras que você enuncia o tempo todo, por que elas te invadem, e precisam escoar. Para algum lugar, para qualquer lugar.
Ninguém escreve sobre si impunemente.
Ninguém "É" impunemente.
A gente paga um preço muito grande pra ser quem a gente descobre que é.
Tem gente que resolve esquecer quem é, e vive esquecido de si mesmo por toda a vida;
Tem gente que paga pra ver.
Eu quero pagar pra ver.
Tem que ver. é um filme que se você tem o costume de escrever, mas assim, escrever em blog, tem que ver.
Por que é ai que a gente descobre que escrever não é uma ação isolada. Não dá. Não dá pra estar distante das palavras que você enuncia o tempo todo, por que elas te invadem, e precisam escoar. Para algum lugar, para qualquer lugar.
Ninguém escreve sobre si impunemente.
Ninguém "É" impunemente.
A gente paga um preço muito grande pra ser quem a gente descobre que é.
Tem gente que resolve esquecer quem é, e vive esquecido de si mesmo por toda a vida;
Tem gente que paga pra ver.
Eu quero pagar pra ver.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sobre a maluquice
(ou: o comentário que fiz no ultimo post do blog da Lilows, que é uma fofa, e é a única que lê esse troço aqui rs)
mas então!
o primeiro passo pra fugir da maluquice é desconfiar dela. rs
Se vc a acha q isso pode ser maluquice, então, ainda não ficou maluca. rss
bj!!!!!!!!!
Mas peraí..
depois que eu postei, eu pensei assim: "gente eu trabalho com isso. como posso dizer um troço desses?!"
Então vai uma correção:
O primeiro passo é....aceitar a maluquice! Pois é ela que faz a gente ser único no mundo, assim, original de fábrica mesmo.
Desde que ela não te faça sofrer..... ela é sua! e de mais ninguém!
e tenho dito.
mas então!
o primeiro passo pra fugir da maluquice é desconfiar dela. rs
Se vc a acha q isso pode ser maluquice, então, ainda não ficou maluca. rss
bj!!!!!!!!!
Mas peraí..
depois que eu postei, eu pensei assim: "gente eu trabalho com isso. como posso dizer um troço desses?!"
Então vai uma correção:
O primeiro passo é....aceitar a maluquice! Pois é ela que faz a gente ser único no mundo, assim, original de fábrica mesmo.
Desde que ela não te faça sofrer..... ela é sua! e de mais ninguém!
e tenho dito.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ops! Estamos em manutenção...
O orkut está em manutenção. Dai que, de repente, eu percebi quanto tempo eu tenho ficado no orkut. Gente isso não tá certo não.
Eu to com síndrome de abstinência. Sério. Fico toda hora atualizando a porra da página (desculpa) vendo se a porra do orkut (desculpa) entra. E não entra. Porra. (desculpa)
(sintoma de abstinência: Falar muito "porra")
É engraçado como de repente alguma coisa que antes não existia, e não fazia a menor diferença na sua vida de repente pode provocar a sensação de que você tá desconectado do mundo. Começou com o celular. É um plano pra dominar o mundo! (sintoma de abstinência: Síndrome persecutória. Grave.)
Até os meus 13 anos eu não tinha idéia do que era ter um celular. Vivia ótema. E agora? Perder o celular, ser roubada, hoje em dia, vira motivo to get a nervous break down (yeah, eu falei inglexxxx baby) não pq um ladrão me roubou. Não porque eu não tenho dinheiro pra comprar outro. Mas sim pq eu vou passar pelo menos 24h sem que ninguém possa me ligar. E eu ligar também!
Mas poxa vida. O Orkut também é gente. Até ele precisa se cuidar de vez em quando. (er....não.)
É nesses momentos que você pára pra pensar na vida, reavaliar o que você está fazendo com ela, e que o orkut te aliena de pensar na maior parte do tempo. (Er.....não também.)
Tá, então o que eu vou fazer?
Acho que vou entrar em manutenção também. tchau, fui dormir.
Eu to com síndrome de abstinência. Sério. Fico toda hora atualizando a porra da página (desculpa) vendo se a porra do orkut (desculpa) entra. E não entra. Porra. (desculpa)
(sintoma de abstinência: Falar muito "porra")
É engraçado como de repente alguma coisa que antes não existia, e não fazia a menor diferença na sua vida de repente pode provocar a sensação de que você tá desconectado do mundo. Começou com o celular. É um plano pra dominar o mundo! (sintoma de abstinência: Síndrome persecutória. Grave.)
Até os meus 13 anos eu não tinha idéia do que era ter um celular. Vivia ótema. E agora? Perder o celular, ser roubada, hoje em dia, vira motivo to get a nervous break down (yeah, eu falei inglexxxx baby) não pq um ladrão me roubou. Não porque eu não tenho dinheiro pra comprar outro. Mas sim pq eu vou passar pelo menos 24h sem que ninguém possa me ligar. E eu ligar também!
Mas poxa vida. O Orkut também é gente. Até ele precisa se cuidar de vez em quando. (er....não.)
É nesses momentos que você pára pra pensar na vida, reavaliar o que você está fazendo com ela, e que o orkut te aliena de pensar na maior parte do tempo. (Er.....não também.)
Tá, então o que eu vou fazer?
Acho que vou entrar em manutenção também. tchau, fui dormir.
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Sobre o relacionar-se,
Vanessa
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Te vejo lá
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sobre mim
"Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado".
Clarice Lispector
Clarice Lispector
terça-feira, 15 de julho de 2008
Almoços criativos III
Eu: e ai mãe, qual o almoço hoje?
Mãe: hoje é o dia de usar a criatividade!
Eu: (medo) - Mãe - pega lá o miojo.
Eu: ah tá, miojo e carne moída.
Ela: é.
Eu: de novo?
Ela: De novo nada. Você só comeu um dia isso.
Eu: hum... tá.
Mãe: hoje é o dia de usar a criatividade!
Eu: (medo) - Mãe - pega lá o miojo.
Eu: ah tá, miojo e carne moída.
Ela: é.
Eu: de novo?
Ela: De novo nada. Você só comeu um dia isso.
Eu: hum... tá.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Sobre a solidão
(Para ler devagar)
A gente já aprendeu a ficar sozinho?
Quanto tempo a gente consegue ficar sozinho com a gente mesmo? Quanto tempo a gente consegue se aturar?
E se levar pra passear? Você já foi ao cinema sozinho? Eu já. Poucas vezes. É esquisito. Você fica orgulhoso porque foi, mas ao mesmo tempo reza secretamente pra não aparecer ninguém e te ver ali sozinho. É doido. E comer? Você come sozinho em um restaurante? Você vai sozinho ao Mc Donalds?? Quando estou no bar com mais uma pessoa apenas, me certifico SEMPRE que, quando a outra pessoa for ao banheiro, ou precisar levantar por algum motivo, tenha algum sinal CLARO de que, sim, existe outra pessoa ali comigo, eu não estou sozinha no bar. Taí, nunca sentei pra beber uma cerveja sozinha. Quem é que bebe cerveja sozinho? Cerveja é uma bebida que se bebe sozinho?
O que é que você sente quando chega a sexta-feira e ficou sem programa pra aquela noite? E quando chega o sábado? E quando você consegue? Com quem você está? Quem está ao seu redor quando você sai? Quem sempre está como você? E quem é que nunca está? Você sabe por quê? O horário que você volta pra casa determina se você conseguiu aproveitar, de fato a noite? Ou quem determina são as pessoas que estão com você? O que é que determina que a sua noite (ou o seu dia) foi produtivo?
Você está só, mas se sente só?
Você se sente só, mas está só de fato?
A gente já aprendeu a ficar sozinho?
Quanto tempo a gente consegue ficar sozinho com a gente mesmo? Quanto tempo a gente consegue se aturar?
E se levar pra passear? Você já foi ao cinema sozinho? Eu já. Poucas vezes. É esquisito. Você fica orgulhoso porque foi, mas ao mesmo tempo reza secretamente pra não aparecer ninguém e te ver ali sozinho. É doido. E comer? Você come sozinho em um restaurante? Você vai sozinho ao Mc Donalds?? Quando estou no bar com mais uma pessoa apenas, me certifico SEMPRE que, quando a outra pessoa for ao banheiro, ou precisar levantar por algum motivo, tenha algum sinal CLARO de que, sim, existe outra pessoa ali comigo, eu não estou sozinha no bar. Taí, nunca sentei pra beber uma cerveja sozinha. Quem é que bebe cerveja sozinho? Cerveja é uma bebida que se bebe sozinho?
O que é que você sente quando chega a sexta-feira e ficou sem programa pra aquela noite? E quando chega o sábado? E quando você consegue? Com quem você está? Quem está ao seu redor quando você sai? Quem sempre está como você? E quem é que nunca está? Você sabe por quê? O horário que você volta pra casa determina se você conseguiu aproveitar, de fato a noite? Ou quem determina são as pessoas que estão com você? O que é que determina que a sua noite (ou o seu dia) foi produtivo?
Você está só, mas se sente só?
Você se sente só, mas está só de fato?
domingo, 13 de julho de 2008
Sobre os amigos
“ Um homem, da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso – revelou – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
- Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto, pega fogo.”
Eduardo Galeano
- O mundo é isso – revelou – Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
- Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chega perto, pega fogo.”
Eduardo Galeano
sábado, 12 de julho de 2008
Coisas que todo carioca deveria saber II
Feijoadas das Escolas de Samba
Portela: 1º Sábado do mês
Estácio de Sá: 1º Domingo do mês
Mangueira: 2º Sábado do mês
Salgueiro: 2º Domingo do mês
Império Serrano: 3º Sábado do mês
Bacalhau do Pavão - Unidos da Tijuca: Último Domingo do Mês.
Portela: 1º Sábado do mês
Estácio de Sá: 1º Domingo do mês
Mangueira: 2º Sábado do mês
Salgueiro: 2º Domingo do mês
Império Serrano: 3º Sábado do mês
Bacalhau do Pavão - Unidos da Tijuca: Último Domingo do Mês.
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Coisas que você sempre teve curiosidade de saber
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Almoços criativos II
Mãe: Tá lá a panela, a carne moída, a água, e o miojo. Cada um faz o seu miojo.
Eu: cada um no - seu - quadrado, cada um no seu quadrado.
Mãe: é, isso aí.
É incrível como a base da alimentação de um ser humano pode passar por comidas semi-prontas / congeladas por tanto tempo.
Eu: cada um no - seu - quadrado, cada um no seu quadrado.
Mãe: é, isso aí.
É incrível como a base da alimentação de um ser humano pode passar por comidas semi-prontas / congeladas por tanto tempo.
Sobre o relacionar-se
"Agora preciso de tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo. Sei que acreditar em tudo isso será, no começo, a tua grande solidão. Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor(...) O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão”. (Clarice Lispector, in "A Paixão Segundo GH)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
As leis de Murphy
Encontrei neste fórum http://www.webtuga.com/forum/post172184.html uma lista com as Leis de Murphy! Imagine que existem 100?? Pois é. Nenhuma das 100 dizia que se o pão com manteiga escapar da sua mão ele certamente cairá com a manteiga voltada para o chão. O que eu achei muito esquisito. Mas tá valendo.
Abaixo, uma compilação das que eu achei mais engraçadas.
1. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo…
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
71. Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
72. Se está escrito “Tamanho único”, é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
93. Lei de Murphy na escola: se for prova com consulta, você esquecerá seu livro; se for lição de casa, esquecerá onde mora
95. A Lei de Murphy é algo transcendente. Lavar o seu carro para fazer com que chova não funciona.
96. Um documento importante irá demonstrar sua importância quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
Abaixo, uma compilação das que eu achei mais engraçadas.
1. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo…
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
71. Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
72. Se está escrito “Tamanho único”, é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
93. Lei de Murphy na escola: se for prova com consulta, você esquecerá seu livro; se for lição de casa, esquecerá onde mora
95. A Lei de Murphy é algo transcendente. Lavar o seu carro para fazer com que chova não funciona.
96. Um documento importante irá demonstrar sua importância quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Coisas que todo carioca deveria saber

Vejam só esse pequeno mapinha. Daqui a pouco tá virando moda nos livros de Geografia das escolas.
Tive a idéia de colocar por conta de um pequeno debate que li no orkut outro dia. Então fica combinado assim: Se você for assistir um ensaio na GRES Vila Isabel, não vá vestido com nada da GRES U. Tijuca; I. Tijuca; Salgueiro. e Vice-Versa, ok?
ai ai...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Sobre o dia em que eu resolvi responder ao Arthur Xexéo
Eu sempre leio a coluna do Arthur Xexéo. Faço parte de seu seleto grupo de 12 leitores... rs. Daí um dia resolvi responder e escrevi esse big texto, de um fôlego só. Abaixo do texto tem a resposta dele.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Caro Arthur Xexéo,
Creio que a sua reflexão sobre o filme “Tropa de Elite” corresponde, na verdade, ao que deveríamos estar de fato pensando ao falar do filme: o que nos transformou em pessoas que aplaudem no cinema a polícia batendo/ torturando e matando traficantes e outros.
Sou aluna do curso de Mestrado do Instituto de Medicina Social da UERJ, e em uma das disciplinas aprendemos sobre o Estado de exceção.
O Estado de Exceção é um conceito amplamente discutido por um filósofo italiano chamado Giorgio Agamben. Fica muito difícil tentar falar sobre esse assunto de forma resumida, mas vamos lá.
Agamben, em seu livro Homo Sacer tem como ponto central a vida nua, a vida do Homo Sacer ( Sacer = sagrado) que pode ser morto, mas não sacrificado. A partir do momento em que se instituiu que a vida era sagrada, começou-se a matar em nome disso. Cria-se a categoria do “inimigo”, que transforma o cidadão em bandido, terrorista, categoria essa que transforma o indivíduo em um ser inominável, e autoriza o Estado de exceção, no qual a exceção torna-se a regra e legitima que determinadas práticas sejam executadas em nome de uma bem maior. Em nome da proteção da sociedade, então, a tortura se justificaria. Temos como exemplo claro disso, mas muito pouco discutido (em jornais, revistas e televisão), a prisão de Guantánamo, em Cuba. Os presos ali não desfrutam dos direitos internacionais assegurados pela convenção de Genebra. Podem ser mantidos presos sem julgamento e submetidos a práticas abusivas de interrogatório se assim acharem necessário.
O que acontece com o surgimento do filme “Tropa de Elite” é o desvelamento do Estado de Exceção no Rio de Janeiro, representado neste através do BOPE. E representado em nós através da vontade irresistível que nos assola de ver um filme em que existe uma “polícia que funciona de fato”. Sabemos de que forma tudo deveria acontecer: mais educação, mais emprego, honestidade, punição digna para quem deve ser punido. Mas o sistema penal é totalmente falido – já se sabe que as prisões não ajudam o indivíduo a voltar em condições de sobreviver em nossa sociedade. Sabemos que a violência no Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais brutal. Sabemos que a polícia entra em conivência com crime por N motivos. Sabemos que temos medo da polícia por N motivos. Sabemos que a polícia tem medo e às vezes é obrigada a ser conivente. Já sabemos, inclusive, que manifestações de “Basta!” são uma piada, além de não provocarem nenhum impacto, só servem para mostrar o quanto a classe média ainda está desimplicada de algum processo possível de mudança prático. Diante de tudo isso, é mais fácil entender que se abra um estado de exceção no Rio, no qual ao BOPE se autorize fazer tudo aquilo que não é permitido a outros representantes da lei.
Escrevi isso muito rápido, pode ser que eu tenha me equivocado em alguma coisa, porém acredito que seja necessário que pensemos de que forma determinados discursos estão sendo produzidos atualmente. Para alguns pode parecer estranho dizer isso, mas o meu direito de viver, não pode se sobrepor ao direito de viver do outro. Se começarmos a agir e aceitar que a vida humana seja constrangida dessa forma, nos tornaremos tão bandidos quanto aqueles pelo quais nos sentimos ameaçados.
Atenciosamente
Vanessa Xisto
Resposta do Arthur Xexéo: Muito interessante Vanessa.
Eu: ah tá, brigado.
(Minha resposta foi em pensamento. Depois disso negligenciei uma coluna ou ...dez, sei lá).
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Caro Arthur Xexéo,
Creio que a sua reflexão sobre o filme “Tropa de Elite” corresponde, na verdade, ao que deveríamos estar de fato pensando ao falar do filme: o que nos transformou em pessoas que aplaudem no cinema a polícia batendo/ torturando e matando traficantes e outros.
Sou aluna do curso de Mestrado do Instituto de Medicina Social da UERJ, e em uma das disciplinas aprendemos sobre o Estado de exceção.
O Estado de Exceção é um conceito amplamente discutido por um filósofo italiano chamado Giorgio Agamben. Fica muito difícil tentar falar sobre esse assunto de forma resumida, mas vamos lá.
Agamben, em seu livro Homo Sacer tem como ponto central a vida nua, a vida do Homo Sacer ( Sacer = sagrado) que pode ser morto, mas não sacrificado. A partir do momento em que se instituiu que a vida era sagrada, começou-se a matar em nome disso. Cria-se a categoria do “inimigo”, que transforma o cidadão em bandido, terrorista, categoria essa que transforma o indivíduo em um ser inominável, e autoriza o Estado de exceção, no qual a exceção torna-se a regra e legitima que determinadas práticas sejam executadas em nome de uma bem maior. Em nome da proteção da sociedade, então, a tortura se justificaria. Temos como exemplo claro disso, mas muito pouco discutido (em jornais, revistas e televisão), a prisão de Guantánamo, em Cuba. Os presos ali não desfrutam dos direitos internacionais assegurados pela convenção de Genebra. Podem ser mantidos presos sem julgamento e submetidos a práticas abusivas de interrogatório se assim acharem necessário.
O que acontece com o surgimento do filme “Tropa de Elite” é o desvelamento do Estado de Exceção no Rio de Janeiro, representado neste através do BOPE. E representado em nós através da vontade irresistível que nos assola de ver um filme em que existe uma “polícia que funciona de fato”. Sabemos de que forma tudo deveria acontecer: mais educação, mais emprego, honestidade, punição digna para quem deve ser punido. Mas o sistema penal é totalmente falido – já se sabe que as prisões não ajudam o indivíduo a voltar em condições de sobreviver em nossa sociedade. Sabemos que a violência no Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais brutal. Sabemos que a polícia entra em conivência com crime por N motivos. Sabemos que temos medo da polícia por N motivos. Sabemos que a polícia tem medo e às vezes é obrigada a ser conivente. Já sabemos, inclusive, que manifestações de “Basta!” são uma piada, além de não provocarem nenhum impacto, só servem para mostrar o quanto a classe média ainda está desimplicada de algum processo possível de mudança prático. Diante de tudo isso, é mais fácil entender que se abra um estado de exceção no Rio, no qual ao BOPE se autorize fazer tudo aquilo que não é permitido a outros representantes da lei.
Escrevi isso muito rápido, pode ser que eu tenha me equivocado em alguma coisa, porém acredito que seja necessário que pensemos de que forma determinados discursos estão sendo produzidos atualmente. Para alguns pode parecer estranho dizer isso, mas o meu direito de viver, não pode se sobrepor ao direito de viver do outro. Se começarmos a agir e aceitar que a vida humana seja constrangida dessa forma, nos tornaremos tão bandidos quanto aqueles pelo quais nos sentimos ameaçados.
Atenciosamente
Vanessa Xisto
Resposta do Arthur Xexéo: Muito interessante Vanessa.
Eu: ah tá, brigado.
(Minha resposta foi em pensamento. Depois disso negligenciei uma coluna ou ...dez, sei lá).
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Brincando em cima daquilo
Trivialidades
ou sobre como a minha mãe inventa almoços criativos
ou sobre como a minha mãe, digamos, fica "sem tempo" para cozinhar
Mãe: têm esses quiches aqui de peru e queijo e cebola (congelados) e tem esse peito de frango suprême (congelado). eu quero comer quiche, você quer o quê?
Eu: Quiche
Mãe: ~^
ou sobre como a minha mãe, digamos, fica "sem tempo" para cozinhar
Mãe: têm esses quiches aqui de peru e queijo e cebola (congelados) e tem esse peito de frango suprême (congelado). eu quero comer quiche, você quer o quê?
Eu: Quiche
Mãe: ~^
Brincando em cima daquilo
Não, eu não vi a peça. E não, esse post não é para ser engraçado.
Resolvi recomeçar um novo blog. É sempre assim, começo e depois largo de mão, mas quem sabe dessa vez não dá certo??
Tá todo mundo chocado com a morte do menino João. Aquele que foi morto pela polícia na Tijuca. Sem ter a intenção de ser mais um alguém a comentar esse fato lamentável, cabem porém alguns comentários sobre esse episódio, sobre aquilo que diz respeito a insegurança.
Pois então, no domingo fui visitar meus amigos da Casa das Palmeiras, daí fui até a casa de um deles na Gávea. Eu moro na Tijuca.
Estávamos entretidos vendo o final de temporada de Lost no AXN, bebendo cerveja e comendo torradas com pastinhas, ocasionalmente debatendo a importância de se enxergar as teorias da Psicologia como uma caixa de ferramentas. (Todos psicólogos)
Até que dá meia-noite e alguém fala " - Tá na hora de irrrrrrrr" e normalmente esse é o coro que puxa o bonde. Pois bem, como a viagem até a Tijuca é demorada, e já era tarde, pensei em ficar lá para dormir. Pensei " eu deveria ter vindo mais cedo e voltado de ônibus". Mas todo mundo se juntou e resolveu voltar de Táxi. Primeira parada: Flamengo. Segunda parada: Vila Isabel. Ponto Final, Tijuca.
Cheguei em casa, fiquei no computador, bati papo no msn e fui dormir.
No dia seguinte, Jornal Hoje: Aparece o pai do menino João, e todas cenas da "abordagem da polícia". Pergunto pra minha mãe em que parte da Tijuca havia acontecido o ocorrido... e ela diz: " Foi na Gal. Espírito Santo Cardoso!!!"
Detalhe 1: Foi praticamente na esquina da minha rua.
Detalhe 2: Se eu tivesse saído cedo de casa, voltado cedo, provavelmente teria pego o movimento, todo.
Detalhe 3: eu passo a pé por essa rua quase sempre.
Detalhe4: A delegacia de polícia civil da tijuca fica nessa rua.
Logo em seguida, aparece o pai do menino, chorando, perguntando - que polícia é essa? e questionando como um grupo que deveria proteger, acaba por atacar um carro com uma mulher e duas crianças pequenas.
E logo em seguida aparece a Leilane Neubarth contendo a emoção, para terminar de dar a notícia. E há muito tempo, eu não me chocava tanto com uma notícia sobre a imperícia da polícia.
A gente se esquece de se chocar
A gente se esquece de lembrar
A gente se esquece que sim, a violência está na porta da nossa casa.
Mas a vida segue apesar da violência.
Às vezes eu tenho a sensação de que a vida do carioca vai até onde a bala perdida (ou não ) permite.
Às vezes eu tenho a sensação de que a minha aparente valentia contra a violência da cidade (que impertinência querer sair a noite hoje em dia!) pode parecer, na verdade, um desejo de morte.
Ou não.
Mas o que fazer??
Resolvi recomeçar um novo blog. É sempre assim, começo e depois largo de mão, mas quem sabe dessa vez não dá certo??
Tá todo mundo chocado com a morte do menino João. Aquele que foi morto pela polícia na Tijuca. Sem ter a intenção de ser mais um alguém a comentar esse fato lamentável, cabem porém alguns comentários sobre esse episódio, sobre aquilo que diz respeito a insegurança.
Pois então, no domingo fui visitar meus amigos da Casa das Palmeiras, daí fui até a casa de um deles na Gávea. Eu moro na Tijuca.
Estávamos entretidos vendo o final de temporada de Lost no AXN, bebendo cerveja e comendo torradas com pastinhas, ocasionalmente debatendo a importância de se enxergar as teorias da Psicologia como uma caixa de ferramentas. (Todos psicólogos)
Até que dá meia-noite e alguém fala " - Tá na hora de irrrrrrrr" e normalmente esse é o coro que puxa o bonde. Pois bem, como a viagem até a Tijuca é demorada, e já era tarde, pensei em ficar lá para dormir. Pensei " eu deveria ter vindo mais cedo e voltado de ônibus". Mas todo mundo se juntou e resolveu voltar de Táxi. Primeira parada: Flamengo. Segunda parada: Vila Isabel. Ponto Final, Tijuca.
Cheguei em casa, fiquei no computador, bati papo no msn e fui dormir.
No dia seguinte, Jornal Hoje: Aparece o pai do menino João, e todas cenas da "abordagem da polícia". Pergunto pra minha mãe em que parte da Tijuca havia acontecido o ocorrido... e ela diz: " Foi na Gal. Espírito Santo Cardoso!!!"
Detalhe 1: Foi praticamente na esquina da minha rua.
Detalhe 2: Se eu tivesse saído cedo de casa, voltado cedo, provavelmente teria pego o movimento, todo.
Detalhe 3: eu passo a pé por essa rua quase sempre.
Detalhe4: A delegacia de polícia civil da tijuca fica nessa rua.
Logo em seguida, aparece o pai do menino, chorando, perguntando - que polícia é essa? e questionando como um grupo que deveria proteger, acaba por atacar um carro com uma mulher e duas crianças pequenas.
E logo em seguida aparece a Leilane Neubarth contendo a emoção, para terminar de dar a notícia. E há muito tempo, eu não me chocava tanto com uma notícia sobre a imperícia da polícia.
A gente se esquece de se chocar
A gente se esquece de lembrar
A gente se esquece que sim, a violência está na porta da nossa casa.
Mas a vida segue apesar da violência.
Às vezes eu tenho a sensação de que a vida do carioca vai até onde a bala perdida (ou não ) permite.
Às vezes eu tenho a sensação de que a minha aparente valentia contra a violência da cidade (que impertinência querer sair a noite hoje em dia!) pode parecer, na verdade, um desejo de morte.
Ou não.
Mas o que fazer??
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